sábado, 16 de fevereiro de 2008

A MENSAGEM À IGREJA EM LAODICÉIA

A MENSAGEM À IGREJA EM LAODICÉIA

“E escreve ao anjo da igreja em Laodicéia: Tenho aqui o amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus, diz isto”. Apocalipse 3:14.

Laodicéia é o escorregamento de Filadélfia

Vamos durante este tempo, estudar um pouco a palavra do Senhor. Hoje estamos chegando à sétima igreja, das sete desta profecia de Apocalipse 2 e 3. Hoje estamos chegando à consideração da igreja em Laodicéia. Apocalipse capítulo 3 desde o versículo 14. Se esta é a última das sete igrejas pelas quais o Senhor profetiza, quer dizer que esta igreja representa à igreja dos últimos tempos e é uma mensagem bastante séria. Eu não sei qual seja mais sério, se a de Tiatira ou a de Laodicéia; de qualquer jeito, a de Tiatira, que é tão grave, não foi lhe dito que poderia ser vomitada de Sua boca, mas a Laodicéia sim, se não se arrepender; ou seja, que esta última mensagem dada às igrejas, representando à igreja contemporânea, é uma mensagem séria; não há outra igreja depois desta; esta representa a última, a igreja dos tempos finais. A igreja de Éfeso representa aquele período apostólico imediatamente depois do apostolado original; a igreja em Esmirna representa o período das perseguições; a igreja de Pérgamo representa aquele período depois das perseguições, a partir de Constantino, quando a igreja e o Estado começaram a juntar-se e o cristianismo adotou parte do paganismo e o paganismo se cristianizou por fora, mas sem uma verdadeira conversão; depois a igreja em Tiatira representa aquela da idade média, aquelas épocas escuras da chamada “Pornocracia”, que não vamos falar dela; depois a igreja de Sardes representa à igreja da Reforma que saiu daquele período de escuridão, mas que não completou as coisas que deviam ser restauradas.Por fim, a igreja em Filadélfia representa aquela visão no corpo de Cristo que supera as divisões denominacionais; uma igreja missionária, uma igreja cristocêntrica, uma igreja bíblica, uma igreja à qual o Senhor abre a porta. Mas encontramos que o Senhor nesta passagem que vamos ler, dizer à igreja em Filadélfia (3:11): “Eis que cedo venho; retém o que tens, para que ninguém tome tua coroa”; isto é, que era necessário que, o que o Senhor revelou a Filadélfia para superar a condição de Sardes, deve ser retido. Os vencedores o retêm, mas os que não o retêm caem numa situação que depois é expressada em Laodicéia. Laodicéia representa o escorregamento de Filadélfia porque Laodicéia já não é outra vez o protestantismo clássico que está representado ali em Sardes. Aqui, Laodicéia vem depois das revelações claras da centralidade de Cristo, da palavra de Deus, da unidade do corpo de Cristo, guardar a palavra da paciência, levar a cruz do Senhor; isto foi já revelado no período de Filadélfia e os vencedores chegarão até o fim: “Eis que cedo venho, retém o que tens”; isto é, os vencedores na posição de Filadélfia serão assim achados na vinda do Senhor; terão na vinda do Senhor pessoas que estarão na posição de Filadélfia espiritualmente falando, bem como terão pessoas que estarão na posição de Tiatira; a Tiatira é menciona a segunda vinda do Senhor, portanto, terão pessoas que serão achadas na situação católico-romana que é expressada por Tiatira, outros achados na situação de Sardes, do protestantismo; outros achados na situação de Filadélfia. Mas alguns deslizaram, não reteram o que o Espírito já deu à igreja e entraram numa questão que está aqui descrita como vamos ler em toda esta mensagem do Senhor a Laodicéia, que retrata de maneira profética estes tempos. Eu creio que, o que o Senhor diz aqui à igreja em Laodicéia é bastante sério. Então vamos fazer o seguimento desta mensagem a Laodicéia. Primeiro lhes digo que quanto à crítica textual não existem variações nos manuscritos; todos os manuscritos dizem bem como aparece nesta tradução, de maneira que não é necessário fazer aclarações a respeito.

Transfundo histórico de Laodicéia

Façamos a primeira aclaração quanto à cidade de Laodicéia. A cidade de Laodicéia foi fundada no século III antes de Cristo, por volta do ano 250 a.C., por um rei chamado Antíoco II, Seleuco Antíoco II, da dinastia dos antíocos; no caso dele, dos seléucidas de Antíocos, antes que se dividissem. Ele teve uma esposa que ele amou muito, que se chamou Laodicé; então ele fundou a cidade de Laodicéia em honra de sua esposa Laodicé. Há seis cidades chamadas Laodicéia, fundadas em honra a Laodicé, mas que são distintas uma das outras, porque esta é Laodicéia de Lico; há um rio chamado Lico e esta cidade fica ao sul do rio Lico, na Ásia Menor; esta de apocalipse, portanto, é conhecida como Laodicéia de Lico; ou seja que as outras Laodicéias não têm nada a ver com esta; esta é a cidade que foi fundada por Antíoco II no século III antes de Cristo. Esta cidade chegou a ser uma cidade muito forte durante o império romano, que foi o império que surgiu depois da era dos Antíocos. Digamos que os Romanos, como diz Daniel 11, tiraram a hegemonia dos Antíocos e estabeleceram a hegemonia romana. A cidade de Laodicéia fica num cruzamento de importantes vias, de maneira que chegou a ser uma capital muito grande; Laodicéia chegou a ser uma cidade rica, uma cidade comercial, uma cidade bancária, uma cidade onde tinha muitas indústrias, uma cidade onde se produzia muita roupa; era uma cidade rica, era uma cidade próspera; todas as principais estradas passavam por Laodicéia, tanto as que vinham do norte, como as do oriente, como as de ocidente, juntavam-se ali e todo o comércio se centralizava, de tal maneira que Laodicéia com o tempo chegou a ser como uma espécie de metrópoles que tinha 20 aldeias dependendo dela e se lhe chama nos documentos antigos: “Metrópoles de Laodicéia”. Exteriormente Laodicéia era uma cidade próspera, uma cidade rica, uma cidade de banca, de muitos estabelecimentos bancários, comerciais, industriais, e as pessoas seguramente estavam muito felizes; ali tinha trabalho, tinha dinheiro, tinha uma vida fácil na parte econômica.

Um grande terremoto

O curioso é que esta cidade foi várias vezes sacudida por contínuos terremotos até que foi destruída completamente; hoje em dia não existe a cidade de Laodicéia; Laodicéia foi varrida por um terremoto, a única coisa que ficou, foi umas ruínas, que ficam na Turquia, e os muçulmanos lhe puseram um nome muçulmano, que quer dizer “Castelo antigo”, na palavra muçulmana traduzida; ou seja, os restos de um grande castelo que tinha existido; isso é a única coisa que sobrou, isto é, foi totalmente destruída por sucessivos terremotos até que teve um que a derrubou de tal maneira, que nunca mais a voltaram a reedificar. É curioso porque a Bíblia, que fala do juízo do Senhor sobre Babilônia no tempo final, também diz que o Senhor se lembrou de Babilônia, e se elevou a ira no cálice e derramou o cálice, a sétima taça sobre Babilônia; diz que veio um terremoto a nível mundial, que arrasou com a grande cidade que era Roma, Babilônia, e com as outras cidades; inclusive mudou a geografia; muitas ilhas desapareceram, muitos morros mudaram de lugar. Isso é o que está profetizado ao final sobre Babilônia, sobre o que é a Laodicéia final, o que chegará a ser o ecumenismo final, com uma mistura de cristianismo com ocultismo e com outras coisas. Laodicéia antiga foi destruída por um terremoto, e a igreja final, o cristianismo infiel do tempo do fim, será destruído também por um terremoto mundial. Então, vejamos como a história qualifica a profecia.

Os direitos do povo

Agora sim, vamos ler a mensagem. Como não tem comentários textuais ou variantes textuais, vamos seguir lendo e comentando; primeiro o leremos e depois seguiremos comentando. Apocalipse 3:14 a 22. Faremos a leitura primeiro, de uma só vez, para que o Espírito fale a cada um de nós, e depois voltaremos e comentaremos, com a ajuda do Senhor: “E”; se dão conta, que não tinha dito até aqui “E”? Sempre era vírgula: Escreve ao anjo da igreja em Éfeso; escreve a Esmirna; escreve a Pérgamo, mas agora diz: “E”, como quem diz, depois de tantas vírgulas, esta é a última conjunção, então é a final: “E”. Esta palavra “E” é a palavra grega kai, que pode ser traduzida por: também ou finalmente ou por fim. “14E escreve ao anjo da igreja em Laodicéia”; quer dizer que existe um espírito tipicamente laodizaico dentro da cristandade, que está representado logicamente nas lideranças; mas o Senhor se dirige precisamente a esse espírito que caracteriza o que se pode chamar a época de Laodicéia. “14E escreve ao anjo da igreja em Laodicéia”. O que significa a palavra Laodicéia? A palavra Laodicéia vem de duas palavras gregas que são: laos e dikesis, que significam: Laos, o povo, os laicos; a palavra laicos vem de laos que é a palavra que significa o povo, e dikesis, que é a palavra que significa justiça ou direito. Se você escuta a palavra “teodicéia”, quer dizer: o direito divino; mas a palavra Laodicéia, são os direitos humanos, os direitos do povo; quer dizer que a palavra Laodicéia está representando a época final; e é curioso que o nome da palavra nomeia o espírito da época e é o espírito dos chamados “direitos humanos”. Quando foi que se tivemos notícia de que se tenha insistido tanto nos assuntos dos direitos humanos como nos últimos tempos? Digamos, desde a revolução francesa e da revolução americana pra cá, digamos assim, que começou a ser introduzido o espírito dos direitos humanos. Não é que tenha um pouco de mau nos direitos humanos, só que as vezes os direitos humanos pretendem ir além do direito divino, como se tivesse direito de negar a Deus, como se tivesse direito de negar a autoridade de Deus, como se tivesse direito de negar a palavra de Deus. Chegou a época em que as pessoas pretendem ter mais direitos legítimos.

A última palavra às igrejas

Quando dizemos que o espírito de Laodicéia é um espírito que o Senhor repreende, não queremos dizer que o Senhor não quer os direitos humanos. O que Ele não quer é que exista uma anarquia onde não seja reconhecida a autoridade da palavra do Senhor, Amém? Mas fixem-se em que só na palavra “Laodicéia”, se nos está mostrando o espírito tumultuoso, o espírito anárquico, o espírito competitivo do tempo do fim. Não foi assim em Tiatira. Tiatira foi terrível, mas Tiatira foi ditatorial; teve uma ditadura césaro-papista na Idade Média; também compare-o com essa época e você se dará conta de que Laodicéia e Tiatira são completamente diferentes, Amém? Como fala o Senhor então a Laodicéia? Ele está dando aqui a última palavra às igrejas; é a última palavra do Senhor às igrejas; depois vai falar dos selos, das trombetas, das taças da ira, mas aqui Ele está falando às igrejas, e é a última palavra do Senhor às igrejas, e por isso a nenhuma outra igreja Ele se apresenta como o Amém; mas aqui Ele está terminando; então olhem como se apresenta à igreja: “Isto diz o Amém...”; ou seja, a última palavra, assim é, assim seja, o Senhor é o Amém. Nos profetas, Deus é chamado de o Deus do Amém; é como dizer, o Ômega. Bem, como o Alfa é o princípio, a Ômega é o fim; o Senhor é o princípio e o fim; então sempre ao final se diz amém. Mas o Senhor diz que Ele é o Amém; ou seja, que Ele tem a última palavra; e esta é a última palavra à igreja em sua história universal.

O princípio da criação de Deus

Então diz o Senhor: “Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus, diz isto.” Esta expressão do Senhor também como o princípio tem criado dificuldades de entendimento a alguns; porque tinha dito o Amém e agora diz: o Princípio; em outras partes tinha dito o Primeiro e o Último, o Alfa e a Omega, o Princípio e o Fim; agora, como está ao final, diz primeiro o Amém, mas depois diz: o Princípio; porque Ele não é somente uma coisa, senão a outra, o que é o final é o que é o princípio. “O princípio da criação de Deus.” Esta expressão deu lugar a alguns maus entendidos, porque se interpretou de maneira isolada do resto da revelação. Que o Senhor Jesus Cristo se apresenta como o princípio da criação de Deus, não quer dizer que Ele seja a primeira criatura de Deus, porque Ele é Deus mesmo. No princípio era o Verbo, o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. A expressão “o princípio da criação de Deus” quer dizer que por meio dele todas as coisas foram criadas, que nada tem origem sem Ele. “Todas as coisas por ele foram feitas, e sem ele nada do que foi feito se fez” (Jo. 1:3). Isso quer dizer que o Senhor, que é o Amém, é também o princípio da criação de Deus. Se tomamos a criação de Deus no sentido antigo, desde o nada até a existência, à nova criação, nos dois sentidos Ele é princípio da criação de Deus; tanto da velha como da nova; as duas são a criação de Deus; Ele é a origem de todas as coisas; sem Ele nada tem existência; agora este é o que fala; ou seja, este é o diagnóstico do Senhor à cristandade dos últimos tempos, a última palavra de Deus à Igreja.

Vomitar-te-ei da minha boca

“15Eu conheço tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem deras fosses frio ou quente! 16Mas porquanto és morno, e não frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca”. Palavra seríssima do Senhor; nunca o Senhor tinha falado palavras tão fortes. Que coisa mais desagradável é o vômito! Mas ser considerados como algo que lhe produz ao Senhor vômito, quer dizer que é algo que o Senhor considera asqueroso.O que é o que o Senhor considera tão asqueroso? A indiferença, que não é nem água e nem limonada, nem fu nem fa; o Senhor quer que seja bem definido; Ele prefere que seja frio a que seja morno. Agora, que quer dizer frio? Frio quer dizer que não tem força, que não tem ânimo; Ele prefere que uma pessoa lhe diga: Senhor, não tenho forças, não sei nada; se tu não me ajudas, não posso nada; ou que esteja fervente, quente, em espírito, servindo-lhe, em verdadeiro espírito e verdade. Ele prefere que estejamos servindo do todo coração ou que estejamos reconhecendo nossa total impossibilidade, nossa total frieza e que estejamos a seus pés reconhecendo que não somos nada; mas o pretender ser e não ser; pretender que sejamos quentes, quando não somos tão quentes, somos mornos, isso ao Senhor lhe resulta em algo difícil. Sempre as coisas mornas são usadas para provocar vômitos; sempre se associou o água morna para produzir vômito. “16Mas porquanto és morno, e não és frio nem quente, te vomitarei de minha boca”; isto é, não posso engolir-te, não posso suportar-te nesta situação; como quem diz: se não vences isto..., graças a Deus que há vencedores da situação de Laodicéia, mas se não vences, que galardão vais ter? O galardão é para os que vencem; se não venceres, vomitar-te-ei de minha boca, não posso engolir-te, não posso aceitar-te nessa situação de indiferença. Que o Senhor nos ajude. A nenhuma outra igreja se chamou de morna, mas só a Laodicéia; quer dizer que o cristianismo dos últimos tempos não é um cristianismo consagrado; as pessoas se dizem cristãs sem serem verdadeiramente cristãs. Fixem-se no que o Senhor explica o que é a indiferença: “Porque (essa palavra “porque” aí está explicando a indiferença) tu dizes...” Ai, ai, ai! Aqui o Senhor está profetizando qual seria a confissão positiva da cristandade dos últimos tempos. Fixem-se: “tu dizes”; essa é uma confissão positiva; não está dizendo: sou magro, sou débil, preciso tua ajuda, não; sem ser verdadeiramente forte, está confessando coisas que não são. Quando em outra época se tinha ouvido falar tanto dos direitos humanos, da confissão positiva e da teologia da prosperidade como nesta época? Nenhuma outra época teve esta ênfase, mas por todas as partes que você for, você liga um televisor em programas de evangélicos e escuta uma quantidade de pregações de todas partes e esse é sua ênfase: confissão positiva, riqueza, propriedades, prosperidade, esse é a ênfase atual; e o Senhor já o tinha dito: “tu dizes”; essa é tua confissão; parece confissão positiva, mas o Senhor não ensina essa confissão; Ele diz que essa não é a realidade: “17Porque tu dizes: Eu sou rico, e me enriqueci”. Que outra época teve tanta riqueza, facilidades, geladeiras, aparelhos, tecnologia? “Tu dizes: Eu sou rico, e me enriqueci, e de nenhuma coisa tenho necessidade”. Se fosses frio, reconhecerias tua necessidade, mas não reconheces tua necessidade; está enganado, está enganando-se com sua própria auto-imagem que não é aprovada por Deus. “Dizes: Eu sou rico, e me enriqueci, e de nenhuma coisa tenho necessidade.” Que terrível é esta frase! O sentir-se satisfeito sem Deus, o sentir-se satisfeito com a riqueza material e não com Deus, isso é terrível. Dizes que não tens necessidade de nada, sentes-te satisfeito, estás feliz. Quantos parques há hoje em dia? Quando é que teve tantos parques como agora: como Disneylândia, Disneyworld, etc., televisão, novelas, distração? Ninguém tem que ter necessidade de Deus; “e não sabes”; isso quer dizer ignorância da realidade espiritual, uma época caracterizada pela ignorância espiritual. Pode ter cultura secular, cultura exterior, pode ser intelectual, mas não espiritual.

Riqueza material, pobreza espiritual

“Não sabes que tu és um desventurado”; um desventurado que diz ser rico, é melhor ser frio e dizer-lhe: Senhor, sou um desventurado; e saber que é um desventurado; então podes pedir-lhe ajuda, mas como diz que não é, sendo; sendo desventurado diz que é rico; Ele diz: “não sabes que tu és”; o Senhor diz: tu és um desventurado; ou seja, tua riqueza não é a verdadeira bem-aventurança; tua satisfação, tua comodidade, não é a verdadeira bem-aventurança. “Não sabes que tu és um desventurado, miserável, pobre”. À igreja em Esmirna que passava perseguições, o Senhor diz: conheço tua pobreza; mas entre parêntese lhe diz: mas tu és rico; ainda que tinha pobreza material, era rico espiritualmente; do contrário, este era rico materialmente mas pobre espiritualmente. Dizes que és rico, mas não sabes que és pobre; ou seja, estás enganado; o que tu consideras de valor, o que tu estimas, é um engano. Paulo dizia: o que eu estimava como ganho, agora o considero uma perda com o objetivo de ganhar a Cristo. Paulo viu, mas Laodicéia não viu.Que coisa séria é não ver! “Pobre, cego e nu”. Não vê; qualquer um vê sua vergonha, sua vergonha é pública. “18Por tanto, (aleluia! As últimas palavras do Senhor às igrejas) eu te aconselho que de mim (porque as riquezas que tens não são de mim, meu conselho é que de mim; tu dizes que és rico, mas essa não é verdadeira riqueza; verdadeiramente espiritualmente tu és pobre) compres ouro refinado em fogo”. Aqui o Senhor usa a palavra “compres”; quer dizer: paga o preço para ter a verdadeira riqueza espiritual.


Comprar é pagar o preço

Muita gente quer direitos humanos, quer riquezas, quer prosperidade; as palavras que sempre dizemos: saúde, dinheiro, amor, casa, carroça, bolsa, tudo fácil na terra, mas não quer a cruz, não quer o caminho estreito, não quer pagar o preço, e o Senhor a esta igreja lhe diz: “compres”; quer dizer: paga o preço, compra ouro; o ouro representa o metal mais valioso, que representa a natureza divina, o que é legítimo de Deus, o que é verdadeira riqueza espiritual. “Compres ouro refinado em fogo”; ou seja, o de Deus, que é capaz de passar a prova; o fogo é a prova; essa é a verdadeira riqueza, o que não se queima quando passa pelo fogo, essa é riqueza; mas o que se desfaz no fogo, o que quando vem a prova não permanece, é pura palha; mas o que passando a prova sobrevive, essa é verdadeira riqueza e essa se obtém com o pagar o preço; para obter do Senhor o que é o Senhor em nós e não nós somente.“De mim”, isto é, eu sou o que tenho este ouro, que passa a prova do fogo. Eu passei pela prova, passei pela morte, mas veja que Eu vivo; compra, paga o preço para ter o meu e não te enganes com o teu; compra de meu ouro refinado em fogo, para que sejas rico.Não é que o Senhor esteja no meio de uma teologia da prosperidade promovendo uma teologia da miséria, não; a alternativa da prosperidade não é a teologia da miséria, é a teologia da riqueza espiritual, essa é a alternativa, a riqueza da cruz; essa é a alternativa à teologia da prosperidade.“Para que sejas rico”. O Senhor quer que sejas rico, mas verdadeiramente rico, como Ele disse: “19Não tenhais tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem corroem, e onde ladrões minam e furtam; 20senão ajuntai tesouros no céu, onde nem traça e nem a ferrugem corroem, e onde ladrões não minam nem furtam” (Mt.6:19-20). Essa é a verdadeira riqueza, Amém? Compra, paga o preço, para que não estejas satisfeito com o teu nem com o do mundo, senão com o que Eu te dê; o Meu é tua verdadeira riqueza; aí sim, serás verdadeiramente rico.“E vestimentas brancas para vestir-te”. Veja que roupa o Senhor queira dar: vestimentas brancas! O que Ele está dizendo à igreja? Parece que nem sequer se lembra de estar justificada, parece que no meio de sua prosperidade, no meio de sua alegria do mundo, no meio de seu desfrute dos benefícios da terra, esquece-se de cuidar ou estar em paz com Deus; porque se o Senhor está dizendo que precisa comprar-lhe vestimentas brancas para que não vejam sua vergonha, quer dizer que seus pecados estão sendo vistos pelos anjos de Deus, pelos demônios, não só por Deus, e até pelos homens também, que ainda que somos cegos, mas as vezes vemos.

O preço das vestimentas

Então quando o Senhor diz: compres vestimentas brancas, é porque uma parte da cristandade está em pecado, está vivendo em pecado, não confessou seus pecados, não acertou suas contas com Deus, acostumou-se a viver com contas acumuladas em sua consciência, adormecido, narcotizado pela prosperidade do mundo. Ai, Senhor Jesus, que terrível! “Compres ouro refinado em fogo, para que sejas rico, e vestimentas brancas para vestires”. Há que pagar o preço para andar em vestimentas brancas; é por graça. Por isso o irmão Dietrich Bonhoeffer, que foi um mártir do Senhor na Alemanha, (foi morto durante o tempo de Hitler; o mataram por ser fiel a sua consciência cristã. Ele disse uma frase que foi colocada como título de um livro que ele escreveu, muito bom livro: “O preço da graça”. Alguém pensa que a graça é grátis, mas ele falava do preço da graça, o que custou ao Senhor para dar-nos a graça e o que custa a nós viver na graça e não no ego, nem no natural, o preço da graça; por isso lhe diz: compra ouro refinado em fogo, e vestimentas brancas para vestir-te. Não estou dizendo que o sacrifício de Cristo não nos perdoa gratuitamente, mas para viver na graça, há que negar a si mesmo; podemos viver em Cristo por graça. O que quiser, venha e beba gratuitamente da água da vida, mas as vezes preferimos viver no humano, no natural, na carne e não no Espírito. Então para receber essa graça temos que negar a nós mesmo, primeiro crer, mas estar disposto a viver na fé, no novo homem.Então diz: “e que não se descubra a vergonha de tua nudez”. Esta palavra me parece tão misericordiosa, porque as vezes nós, quando somos um pouco legalistas, queremos que o Senhor envergonhe em público aos outros: Esse tem um pecado, como muito me agradaria que o Senhor lhe descobrisse a falta diante de todos. As vezes essa é nossa atitude e nos alegramos muito mais quando alguém é descoberto e envergonhado do que quando é guardado; alegro-me que o pilharam; mas o Senhor não é assim: O Senhor diz: “que não se descubra a vergonha de tua nudez”.Deve ocorrer somente quando é já necessário envergonhar às pessoas, como aconteceu com Davi que fez as coisas escondidinhas e não queria se arrepender; o Senhor teve que trazer a Natan, para lhe dizer: Tu o fizeste em segredo, agora em público tuas mulheres vão ser violadas; por que? Porque o tinha feito em segredo; mas a intenção do Senhor é cobrir-nos; compra de mim vestimentas brancas para vestir-te, e estarás justificado e limpo; confessa teus pecados e arrepende-te, ponto, para que não se descubra a vergonha de tua nudez, não deixes tuas coisas escondidas, confessa-as ao Senhor; se falhaste com alguém, pede perdão e arruma e pronto, acabou-se; o sangue me limpou; nunca mais o Senhor se lembrará, nem quer que você se lembre também; esquece. Mas enquanto estivermos guardado, a palavra é: estás nu, estás com umas vergonhas visíveis, paga o preço para que andes com vestimentas brancas e não se descubra; essa é a misericórdia de Deus que não quer envergonhar-nos, quer cobrir-nos: “que não se descubra a vergonha de tua nudez, e unge teus olhos com colírio, para que vejas”. Quer dizer que com nossos olhos naturais não vemos a realidade; pensamos que vemos e o Senhor diz: não sabes que és cego. Uma pessoa que não sabe que é cega, é uma pessoa que pensa que vê, mas não está vendo a realidade, está vendo alucinações, está obcecado com alguma coisa, mas não conhece a realidade, por isso não sabe que é cega. Uma pessoa que sabe que é cega, diz: Sou cego, não entendo Senhor, não entendo. Mas porque dizes que sabes... Ai Senhor! É melhor dizer como Jó: não entendo, eu falava o que não entendia; então Deus poderá abrir os olhos a alguém; mas se alguém pensa que já entendeu tudo, não sabe que está cego.

O colírio de Deus

Tenha o Senhor misericórdia de nós, de mim e de todos nós. “Unge teus olhos com colírio”; isto é, aplica a teus olhos algo que te faça ver. Você pensa que está vendo, mas o que está vendo não é a realidade, está enganado com tuas imaginações; o colírio é algo diferente do natural, o colírio é algo que opera na vista, que não está na pessoa. Nós precisamos que o Senhor abra nossos olhos, unja nossos olhos; mas o Senhor diz que nós devemos ungir nossos olhos; ou seja, que temos que ir ao Senhor para que o Senhor nos abra os olhos. Quando alguém pensa que está vendo, irmãos, é tão terrível, porque esse alguém nunca tem a oportunidade de reconhecer seus erros. Eu recordo quando estava sob a influência do branhamismo, durante os anos 73 ao 75; eu pensava que estava correto; eu lia, parecia-me correto o que lia, parecia-me bíblico; e enquanto eu pensei isso, nunca me dei conta do erro. Um dia se me ocorreu uma dúvida que foi do Espírito Santo; fui e me apartei a um lugar para orar, e lhe disse: Senhor, a mim, isto parece correto, mas quem sabe eu possa estar equivocado e não me dei conta; tu és o que sabes; eu quero seguir-te, ensina-me a verdade. Se isto que me parece a verdade, é a verdade, confirma-me; mas se estou equivocado e eu não consigo me dar conta, mostra-me. Quando fiz essa oração com sinceridade ao Senhor, aí, pouco a pouco, o Senhor começou a mostrar-me os erros que eu estava metido, e pouco a pouco fui tendo luz, porque era terrível suportar tantos erros inesperadamente. Eu ia no ônibus e me vinha à mente: mas este versículo diz tal coisa e o irmão aqui, que eu tenho respeito, diz outra coisa; e começou esse conflito; mas se ele é um profeta de Deus e eu quem sou, mas a Bíblia segue dizendo isto; tinha que escolher entre o que diz a palavra de Deus e o que diz outra pessoa. E quando aceitei isso e tive que ser dissidente por honrar ao Senhor e à verdade, aí se me mostrou um outro pouquinho; se és fiel no pouco, se te dará mais. Outra coisa, aqui há outro erro, aqui neste assunto de casal, divórcio e poligamia, aqui há um erro; aqui neste assunto que nega a Trindade, aqui há outro erro; aqui neste assunto da segunda vinda de Cristo há outro erro; e me começou a mostrar erro depois de erro, um depois de outro; se fores fiel num pouquinho e dependeres dele, e só confiares Nele e não em sua própria prudência, Ele te poderá ungir os olhos com colírio. É o que diz Provérbios: “5Confia no Senhor de todo teu coração, e não te apóies em tua própria prudência. 6Reconhece-O em todos os teus caminhos, e Ele endireitará tuas veredas” (Prov. 3:5-6). Mas se alguém confia em sua própria prudência, que tudo está bem, sinto-me satisfeito; não tenho necessidade de nada, aqui estou contente, não vai ter mais. Que nunca fiquemos contentes com menos do que a plenitude de Cristo; que sempre procuremos mais de Cristo; que sempre tentemos ir mais adiante; ame mais ao Senhor que ao próprio ambiente, inclusive mais do que à Igreja; ame ao Senhor, avance em direção ao Senhor, siga ao Senhor, procure o Senhor. Senhor, preciso da tua luz; então Ele irá confirmar o que é Dele. Não há problema. Que perigo há? Nenhum; o que é Dele, Ele vai confirmar, mas o que não é dele, Ele vai mostrar e vai livrar-te. Temos que pô-lo em primeiro lugar em tudo; não temas ser dissidente se é por amor ao Senhor e sua Palavra, porque você não é nosso antes de ser do Senhor; você é do Senhor, amém? Primeiro o Senhor. Então quando eu digo ao Senhor: “faça o que o Senhor quiser”. Eu penso que está correto, mas pode ser que esteja equivocado e não me dou conta; aí Ele me mostra aos poucos; se for fiel a esse pouquinho, Ele me mostra outro pouquinho, depois outro pouquinho e outro pouquinho, e assim vai me mostrando e me corrigindo. Somos passiveis de erros e a pessoa fanática é a que pensam que vê e nunca duvida de que poderia estar equivocada; por isso é que temos que colocar o Senhor antes da nossa auto-complacência. Senhor, se estou enganado, desengana-me Senhor. Amém? Unge meus olhos com colírio para que veja, não aconteça que pense que estou vendo e sou cego, espiritualmente cego. Recomendo-lhes muito esse livro do irmão Austin Spark, “Ver - Visão espiritual, homens cujos olhos viram o rei”. Tremendo livro!

Deus castiga aos que ama

Agora, depois dessa palavra de que és cego, miserável, nu, morno, vomitar-te-ei, alguém pensaria, mas será que o Senhor está chateado comigo? Olhem o que diz: “19Eu repreendo e castigo a todos os que amo”. Quando uma pessoa é amada pelo Senhor passa por provas difíceis, não porque Deus não o ame, senão precisamente porque Ele o ama: “Eu repreendo”, e não só repreendo, “castigo”. Alguns dizem que Deus não castiga, mas aqui diz o Senhor que Ele castiga aos que ama: “repreendo e castigo a todos os que amo”. Há graus diferentes nas duas palavras. Repreender é admoestar, chamar a atenção, mas ainda não te acontece nada; mas se te chamou a atenção e não queres seguir ao Senhor, então tem que passar da repreensão ao castigo e o castigo pode ser uma coisa difícil que nos acontece, mas por que? Porque Ele nos ama, quer-nos livrar dos enganos; isto é, aos que amo, Eu os repreendo e os castigo. E diz mais: “Sê pois, zeloso”. Aqui zeloso é o contrário de morno. Morno é o que está satisfeito, não zeloso; o Senhor é zeloso e quer que nós sejamos zelosos. Uma pessoa zelosa é uma pessoa que quer as coisas puras e não misturadas nem mornas; o contrário de morno aqui é zeloso: “Sê pois zeloso, e arrepende-te”. O Senhor dá tempo à igreja em Laodicéia, à cristandade dos últimos tempos para arrepender-se e ser zelosa; isto é, ser uma pessoa que ama ao Senhor com cuidado: “20Eis que estou à porta e chamo”. Esta é uma das frases mais tremendas.

O Senhor do lado de fora da Igreja

O Senhor não diz que está dentro, senão fora; está querendo entrar mas nós estamos aqui com nossa festa, dizendo coisas, estando embriagados em nossas cobiças e o Senhor está batendo à porta. Ele não diz: estou dentro, não, estou à porta e chamo.Que coisa terrível! As vezes ter programas, estruturas, ter de tudo e não ao Senhor mesmo; mas isso o diz o Senhor à igreja em Laodicéia; Ele quer entrar. Agora, neste apelo, Ele chama à igreja, mas como Ele sabe que não toda a igreja vai ser vencedora, então fala aos indivíduos. Diz assim: “Eu estou à porta e chamo; se algum ouve minha voz”. Se alguém distingue o que é o que verdadeiramente o Senhor diz e o que Ele quer, estará disposto a abrir-lhe a porta ao Senhor em vez de estar enganado pensando que vê e não vê. “Se alguém ouve minha voz”; porque é que alguns não ouvem; se tem ouvido, ouve, mas se alguém ouve, abrirá a porta ao Senhor. Ele fala a toda a igreja: “Escreve ao anjo da igreja em Laodicéia”, fala ao espírito da igreja do tempo final. Se no meio desse espírito, alguém ouve minha voz, minha voz, porque as vezes ouvimos muitas vozes e especialmente nos tempos finais está profetizado que se ouviriam muitas vozes, muitos falsos profetas e até milagres e sinais, mas não é a voz do Senhor; mas se no meio dessa batalha do engano final, alguém, um ou outro por aí, ouvir minha voz e depois de ouvir abrir a porta e não deixar ao Senhor de fora, senão que chamar ao Senhor para dentro, então o Senhor diz: “entrarei em sua casa”.A cristandade de nome, sem o Senhor dentro, mas se me abrir a porta “entrarei em sua casa, e cearei com ele, e ele comigo”. Sempre o comer juntos era uma forma de como o Senhor representava a comunhão; a comunhão é comer juntos. “cearei com ele, e ele comigo”, cear juntos: “21Ao que vencer”. Isto sim é tremendo, terá vencedores nas condições de Laodicéia; e se você compara os galardões, a nenhuma igreja se lhe oferece um galardão tão grande como à igreja em Laodicéia; compare todos os galardões. A Éfeso, lhe darei a comer da árvore da vida. A Esmirna, não sofrerá dano da segunda morte. A Pérgamo, uma pedrinha branca. A Tiatira, lhe darei autoridade sobre as nações. A Filadélfia, o farei coluna no templo de meu Deus e nunca mais sairá de ali, mas aos vencedores do fim se lhes promete o maior galardão; olhem o que diz: “Ao que vencer, lhe darei que se sente comigo em Meu trono, (que coisa tremenda!) bem como eu venci, (ao que vencer como eu venci) e me sentei com meu Pai em Seu trono”. O Pai quer delegar ao Filho tudo, e o Filho quer delegar aos vencedores finais, tudo. “Ao que vencer, lhe darei que se sente comigo em Meu trono, bem como eu venci, e me sentei com Meu Pai em seu trono”. Esta sim é a verdadeira riqueza, esta se é a verdadeira glória. “22O que tem ouvido (para ouvir Sua voz) ouça o que o Espírito diz às igrejas”. Que o Senhor nos encontre despertos, conceda-nos arrepender da indiferença e nos conceda pagar o preço para ter ouro verdadeiramente espiritual, vestir-nos verdadeiramente com vestimentas brancas e ter os olhos ungidos para ver verdadeiramente. Que Deus nos ajude. A paz do Senhor Jesus seja com os irmãos.

(Coletânea elaborada pelos irmãos da cidade de Alegrete-RS)
Email para contato: filhovarao@gmail.com




FIM

A MENSAGEM À IGREJA EM FILADÉLFIA

A MENSAGEM À IGREJA EM FILADÉLFIA

“E escreve ao anjo da igreja em Filadélfia: Isto diz o Santo, o Verdadeiro, o que tem a chave de Davi, o que abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre”. Apocalipse 3:7

Crítica textual

Irmãos, vamos dar continuidade com a ajuda do Senhor, ao estudo que estamos fazendo paulatinamente do livro do Apocalipse. Estamos no capítulo 3 e hoje corresponde-nos uma porção super especial, uma porção com a qual Deus nos quer ensinar; é a mensagem à igreja em Filadélfia. Está em Apocalipse 3:7 a 13. Vou ler todo o texto de uma só vez; enquanto estiver lendo, vou fazer uma pequena observação quanto a crítica textual; neste caso não é muito amplo; depois voltaremos sobre nossos passos a considerar os versos um por um. Diz assim o Senhor Jesus a João, o apóstolo:“7Escreve ao anjo da igreja em Filadélfia: Isto diz o Santo, o Verdadeiro, o que tem a chave de Davi, o que abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre. 8Eu conheço tuas obras; tenho aqui, pus adiante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar; porque ainda que tens pouca força, guardaste minha palavra, e não negaste Meu nome. 9Eis que Eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem ser judeus, e não o são, senão que mentem; eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e reconheçam que eu te amo. 10Porquanto guardaste a palavra de minha paciência, eu também te guardarei da hora da prova que tem de vir sobre o mundo inteiro, para provar aos que moram sobre a terra. 11Eis que, eu venho cedo; retém o que tens, para que ninguém tome tua coroa. 12Ao que vencer, eu o farei coluna no templo de meu Deus, e nunca mais sairá dali; e escreverei sobre ele o nome de meu Deus, e o nome da cidade de meu Deus, a nova Jerusalém, a qual desce do céu da parte de meu Deus, e meu nome novo. 13O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas”.Quanto a crítica textual, somente ali no primeiro verso desta mensagem, o 7, ali onde diz: “o Santo, o Verdadeiro, o que tem a chave de Davi”; nesta tradução, colocou-se a tradução mais correta: “a chave de Davi”. Há alguns manuscritos posteriores, manuscritos chamados minúsculos dos últimos séculos, que mudam neste lugar e dizem: “a chave do Hades”; outros dizem: “a chave do inferno, da morte e do Hades”. Há um só que diz por aí: “a chave do paraíso”; mas a maioria dos manuscritos e os mais antigos dizem como esta tradução o diz: “a chave de Davi”. Todo o restante concorda nos demais manuscritos; a única divergência na crítica textual é nesse pontinho, mas aqui a versão em espanhol, Reina Valera do 60 tem a tradução mais acertada; isto é, é mais fiel à maioria dos textos e aos textos mais antigos. Isso então somente quanto a crítica textual.

A cidade de Filadélfia

Ao olhar a mensagem à igreja em Filadélfia, começamos a pensar um pouquinho na cidade de Filadélfia; é importante ver o sentido da história da cidade, porque Deus utilizou estas cidades no sentido profético; todo o Apocalipse é uma profecia; portanto, aquela cidade não era somente uma cidade histórica, ainda que fosse uma cidade histórica; mas a igreja nessa cidade tinha umas condições com as quais o Senhor queria projetar profeticamente. É interessante ver o nome de Filadélfia, de onde vem a palavra Filadélfia, etc. Esta cidade de Filadélfia, não a igreja, senão a cidade foi fundada dois séculos antes de Cristo por um rei, Eumenes de Pérgamo; ele tinha um irmão que se chamava Atalo, o qual era muito fiel a Eumenes, era um irmão que o apoiava em tudo no governo, no qual Eumenes podia confiar. Eumenes trocou o nome de Atalo para Filadelfo; isto é, um irmão fraternal, um irmão no qual se pode confiar. Por isso essa cidade foi fundada por Eumenes em homenagem a Atalo, seu irmão e o nome dado foi Filadélfia, já que era um irmão muito fiel para ele, e por isso essa cidade foi chamada de Filadélfia. Mas Deus sabia o que ia fazer quando usasse esse nome para projetar profeticamente. Aqui o Senhor fala a uma igreja histórica. Filadélfia fica mais ou menos a uns 120 quilômetros ao sudeste de Sardes. Aqui temos o círculo das sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia, ao sudeste de Sardes, e Laodicéia; esse é mais ou menos o círculo das sete igrejas, de maneira que Filadélfia é uma cidade que está a 120 quilômetros ao sudeste de Sardes. Esta cidade é uma cidade que está numa região muito fértil; é tão fértil que realmente é uma cidade muito bendita; e o curioso, como lhes dizia, é que das sete cidades, somente duas cidades sobrevivem até o dia de hoje, que são: Esmirna, à qual o Senhor não reprova nada, e Filadélfia, à qual o Senhor também não reprova nada.

Coluna e baluarte da verdade

Hoje em dia, essa cidade está sob o governo dos turcos; foi tomada por eles na época em que os muçulmanos se estenderam; foi onde o cristianismo durou mais tempo depois da invasão dos muçulmanos; e até o dia de hoje existe um depoimento cristão em Filadélfia; claro que no lugar onde se reuniam os cristãos em Filadélfia, os muçulmanos fizeram uma mesquita e mudaram o nome da cidade e a chamaram Alá Seher, ou seja, cidade de Deus; isto é, mesmos os muçulmanos a chamam de Filadélfia: Cidade de Deus. Agora, há uma questão curiosa nessa cidade; até o dia de hoje existe uma coluna grandíssima, muito antiga; desde a antigüidade se construiu uma coluna grandíssima em Filadélfia; e Filadélfia está numa zona sísmica, onde têm constantes tremores e até terremotos, mas essa coluna que simboliza a cidade de Filadélfia, bem como a torre Eiffel simboliza Paris e o Big Ben simboliza Londres, assim essa coluna simboliza Filadélfia; não caiu essa coluna que é tão antiga, apesar dos terremotos que teve. Laodicéia, que está um pouquinho depois de Filadélfia, foi totalmente arrasada e não sobrevive; mas Filadélfia sobrevive até hoje com um nome muçulmano, Alá Seher, cidade de Deus, e no entanto, essa coluna está em pé, esse é um símbolo. O Senhor disse que ao vencedor faria coluna do templo de Deus e nunca sairia dali; a igreja é chamada coluna e baluarte da verdade. De todas as igrejas, Esmirna e Filadélfia são as igrejas que o Senhor não repreende, mas é somente a Filadélfia que Ele abre uma porta. Esmirna está em prova, mas Filadélfia passou a prova e por isso se abre a porta. Então eu creio que todas as igrejas, porque isto o Espírito o diz às igrejas, todas as igrejas tem que aprender da mensagem do Senhor a Filadélfia. Primeiro, porque não a repreende; segundo, porque Ele abre uma porta; quer dizer que esta igreja, a da cidade de Filadélfia, na Ásia Menor, é uma igreja conforme ao coração de Deus, uma igreja onde o Senhor respalda, onde o Senhor abençoa; o abrir uma porta quer dizer: eu estou contigo, não importa que tenhas pouca força, não importa que sejam poucos, não importa que sejam débeis, eu lhes abro uma porta que ninguém pode fechar; o que eu fecho ninguém pode abrir, e assim também a que eu abro ninguém pode fechar. A única igreja que o Senhor abre uma porta é para Filadélfia e não lhe reprova nada; portanto, todos nós temos que aprender, todas as igrejas têm que aprender de Filadélfia, quais são as coisas que o Senhor aprova em Filadélfia, porque o Senhor revela Seu coração e o que é que se percebe que Ele quer da igreja, na maneira como Ele fala a Filadélfia?

Credencial do Santo e Verdadeiro

Vamos começar a repassar estes versos um por um. Vamos ao primeiro. Como aos demais, diz-lhes: “Escreve ao anjo da igreja em Filadélfia”. Agora olhem como se apresenta o Senhor à igreja. A cada igreja se apresenta com uma credencial diferente. Por que? porque a igreja X ou Y está numa situação X ou Y; então o Senhor, segundo a situação, apresenta-se à igreja. Ele não se apresenta a todas com as mesmas credenciais, senão que a cada uma se apresenta segundo o que a igreja precisa dele. Agora a Filadélfia se apresenta desta maneira: “Isto diz o Santo”; é interessante isto.Precisamente na história da Igreja, olhando profeticamente esta mensagem, vocês recordam quando tínhamos visto aquela passagem de Joel que diz que o que ficou da lagarta comeu o gafanhoto, o que ficou do gafanhoto comeu o devorador; e o destruidor comeu o que do devorador tinha ficado, mostrando como a planta do Senhor foi comida; mas depois o Senhor diz: Vos restituirei o que comeu a lagarta, o gafanhoto, o devorador, o destruidor. Na história da Igreja vemos que desde a Reforma existe uma recuperação; essa recuperação começou desde Sardes, a época do protestantismo com a justificativa pela fé; mas não basta só justificativa; não é somente ser justificados, senão ser santificados; vocês recordam que depois da época protestante, da época luterana, da época do primeiro protestantismo, começou com Wesley e com outros irmãos essa ênfase na santidade de Deus; e aqui justamente, o Senhor a essa igreja, a de Filadélfia, se apresenta como “o Santo e o Verdadeiro, o que tem a chave de Davi”, e explica o que isso quer dizer, com a seguinte frase: “o que abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre”. Esta expressão, “a chave de Davi”, aparece pelo Espírito Santo no livro de Isaías 22:22.

A chave de Davi

Os convido a que leiamos essa passagem ali para que entendamos o contexto no qual o Senhor estreou esta expressão na Bíblia. “Profecia sobre o vale da visão”; está na parte onde diz: O corrupto Sebna será substituído por Eliaquim. Sebna era um sacerdote que se tinham encarregado dos tesouros, mas por ser infiel, foi substituído por outro sacerdote que se chama Eliaquim. Leiamos essa passagem de Isaías 22:15 a 25 para ter o contexto onde aparece esta expressão inicial, que só aparece nestes dois lugares, uma no Antigo, que é esta, e outra no Novo, que é a que lemos em Filadélfia. “15Jeová dos exércitos diz assim: Vê, entra a este tesoureiro”. Fixem-se na palavra “tesoureiro”, porque os sacerdotes eram os tesoureiros, e eles guardavam os tesouros e tinham uma chave, e essa chave era colocada nos ombros; essa função sacerdotal de tesoureiros foi instituída por Davi. Davi foi o que encarregou aos sacerdotes o cuidado dos tesouros da casa de Deus, inclusive os tesouros reais. Por isso se chamava “a chave de Davi”, porque eram os tesouros da casa de Deus com os que ia construir o templo e eram os tesouros do rei Davi. O sacerdote, pois, tinha essa chave e ele a guardava no ombro; por isso se diz: a chave sobre seu ombro, diz a Escritura; eles tinham a chave no ombro e ninguém podia entrar nesses tesouros, senão o que tinha a chave, que era o sacerdote encarregado. O Senhor é o que tem a chave de Davi; isto é, Ele é o que tem os tesouros de Deus, o encarregado dos tesouros de Deus, o que abre e ninguém fecha e o que fecha e ninguém abre; ou seja, o depositário da parte de Deus, das riquezas; por isso essa palavra “tesoureiro” aqui é. Diz: “vá a este tesoureiro, a Sebna (mas este tesoureiro se mostrou indigno) o mordomo, e diz: 16Que tens teu aqui, ou a quem tens aqui, que lavraste aqui sepulcro para ti, como o que em lugar alto lavra sua sepultura, ou o que esculpe para sim morada numa penha?” Ele começou a fazer para si as coisas, começou a utilizar para si mesmo o que era do Senhor, começou a construir sua casa, construiu até um sepulcro, um sepulcro luxuoso; até o sepulcro de Sebna já estava preparado por Sebna.“17Tenho aqui que Jeová te transportará em forte cativeiro, e de verdade te cobrirá o rosto”. Como quem diz: nem o sepulcro irás utilizar.“18Te jogará com impulso, como a bola por terra extensa; lá morrerás, e lá estarão as carroças de tua glória, oh vergonha da casa de teu senhor”. Ele não era o Senhor, ele era o mordomo, mas estava trabalhando para si. É como disse o Senhor na parábola àquele mordomo: Dá conta de tua mordomia; que fizeste com o que pus em tuas mãos? Ele o estava usando para si mesmo, estava malversando os bens que o Senhor lhe tinha dado. “19Te arrojarei de teu lugar, e de teu posto te empurrarei. 20Naquele dia chamarei a meu servo Eliaquim filho de Hilquias”. Este era irmão do profeta Jeremias; Hilquias é aquele que descobriu os rolos no tempo de Jeremias; aqui está profetizado em Isaías. “21E o vestirei de tuas vestimentas, e o cingirei com teu cinto, e entregarei em suas mãos o teu domínio; (essa era a chave) e será pai ao morador de Jerusalém e à casa de Judá”. Que tinha que fazer o mordomo com a chave? Tinha que usar esses bens para benefício do povo de Deus. “Será pai ao morador de Jerusalém, e à casa de Judá. 22E porei a chave da casa de Davi sobre seu ombro; e abrirá, e ninguém fechará; fechará, e ninguém abrirá”.

O tesoureiro da casa de Deus

Por aquela função que se lhes tinha delegado a estes sacerdotes como mordomos e tesoureiros da casa de Davi para o povo de Deus, estes eram figura do verdadeiro Sumo Sacerdote, verdadeiro mordomo, verdadeiro ungido, ecônomo de Deus, que é Cristo, que é o que tem a autoridade de abrir e ninguém fechar; fechar de forma que ninguém a abra. “E porei a chave da casa de Davi sobre seu ombro, e abrirá, e ninguém fechará; fechará, e ninguém abrirá. 23E o fincarei como prego em lugar firme; e será por assento de honra à casa de seu pai”. Um prego firme é onde se podem pendurar as coisas; num prego frouxo não se pode pendurar nada; o outro sacerdote, que era como um prego frouxo não se pode confiar nada porque cai. Se nos podem confiar coisas e se mantêm penduradas ou se caem; é importante isto.“24Pendurarão dele toda a honra da casa de seu pai, (o que tinha que pendurar? A honra da casa do Pai) os filhos, e os netos, todos os copos menores, desde as xícaras até toda classe de jarros.25Naquele dia, diz Jeová dos exércitos, o prego fincado em lugar firme será tirado; (esse era Sebna) será quebrado e cairá, e o ônus que sobre ele se pôs se jogará a perder; porque Jeová falou”.Sebna era alguém no qual não se podia confiar; tinham entregado os tesouros a ele, porém ele era corrupto, usou-os para si mesmo; de outro modo Eliaquim viria depois de Sebna, e ele sim seria digno de confiança, se penduraria nesse prego firme a honra da casa. Este capítulo nos aclara o que significa essa expressão de Apocalipse aqui no verso 7 onde diz “o Santo, o Verdadeiro, o que tem a chave de Davi”; essas palavras as falou Isaías por inspiração do Espírito Santo, sabendo que aqueles sacerdotes eram figura do verdadeiro Sumo Sacerdote, o verdadeiro tesoureiro da casa de Deus em quem Deus pôs sua confiança, pendurou Sua própria honra, a testemunha fiel e verdadeira, o Santo; por isso, com esse capítulo de fundo, esta frase tem muito significado. Quiçá se não tivéssemos lido Isaías não teríamos compreendido o significado da chave de Davi; agora entendemos o que se quer dizer do Senhor Jesus, que é quem tem a chave de Davi.Em outra passagem diz que a tem sobre Seu ombro. “O que abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre”. Por que o Senhor começa a apresentar-se assim à igreja em Filadélfia? Porque vai dizer daqui a pouco, que Ele vai abrir uma porta. Ah! Não importa as portas que abram os homens, essas, os homem ou o diabo pode voltar a fechar. Agora, importa não só as portas que fecham os homens, mas também se é Deus quem as abre. Aqui também é o Senhor que vai abrir a porta, apresenta-se como o que tem a chave e que abre e ninguém fecha. Irmãos, isto é tão importante para nós, pois temos que ver quais foram as causas que moveram ao Senhor para que Ele esteja disposto a abrir e não deixar que ninguém feche, porque se nós entendemos o coração do Senhor e nos pormos na mesma linha do Senhor, no Espírito, a mesma palavra será também para nós, porque essa igreja nos representará se formos iguais, se cumprimos como quem diz estas expectativas do Senhor; mas para que nós possamos dizer que somos Filadélfia, temos que encher estas expectativas; porque, irmãos, as vezes as portas se nos fecham porque não fazemos as coisas da forma correta. O que abre e ninguém fecha, é o Senhor; o mesmo que se fechar, ninguém abrirá. Quando Esaú chorou pela primogenitura, pôde prantear tudo o que queira, mas não se lhe abriu a porta; a primogenitura era de Jacó. Ainda Moisés, vocês recordam, quando quis que se lhe perdoasse e pudesse entrar na terra, Deus lhe disse: Basta! Não me fales mais disto. Irmãos, quando Deus nos fecha a porta, é terrível; há que preencher os requisitos do Senhor para que Ele nos abra a porta.

Uma porta aberta

Agora, o que abre a porta, é o Santo, o separado, não só do imundo, senão do comum. O comum às vezes também destrói as coisas e não só o imundo, o pecado. “8Eu conheço tuas obras; (nesse momento não disse quais eram suas obras, mas as aprovou, pelo que prossegue) tenho aqui, pus diante de ti uma porta aberta, (por isso se apresentou como o que tem a chave de Davi, que abre e ninguém fecha e fecha e ninguém abre) a qual ninguém pode fechar”. Quer dizer que a partir da igreja de Filadélfia, primeiro no histórico, depois no profético, há uma continuidade.Quando vocês vêem a história de todas as sete igrejas históricas do Ásia Menor, a que mais perdurou foi Filadélfia; ainda no tempo dos muçulmanos, aí esteve essa comunidade; depois os muçulmanos tomaram à força o lugar, estabeleceram uma mesquita onde os irmãos se reuniam, mas a comunidade sobrevive até o dia de hoje. Até o dia de hoje há cristãos na cidade de Filadélfia, até o dia de hoje há uma comunidade cristã, onde em outras cidades tudo é islamismo. Mas falando no sentido profético, já vimos o período primitivo, o período das perseguições, o período da igreja católica antiga, o período medieval, o período da Reforma; Filadélfia é algo além da Reforma, algo mais avançado do que o protestantismo comum e corrente que está representado por Sardes. Filadélfia representa, como o nome o diz, o amor fraternal, a verdadeira comunhão do corpo de Cristo; fileo, adelfo, isso é o que quer dizer Filadélfia. Fileo é o amor fraternal, o afeto fraternal; adelfo quer dizer, irmão. Filadélfia é o afeto fraternal, a comunhão dos irmãos, a ação e prática do corpo de Cristo. O protestantismo era nominalismo; tens nome de que vives, mas estás morto; por outro lado, Filadélfia é amor fraternal; a ênfase agora não é somente sair de Babilônia, sair do catolicismo romano, senão que é viver a realidade cristocêntrica, espiritual e bíblica do corpo de Cristo, vivê-la em espírito e em verdade; essa é Filadélfia.O Senhor fala a um período da igreja onde o Espírito Santo começa a restaurar a visão da realidade do corpo de Cristo, a verdadeira comunhão do corpo de Cristo no Senhor; a igreja em Filadélfia; e lhe abriu uma porta. Quando isso começou a ser restaurado no século XIX, através de muitos irmãos, essa mesma época coincidiu com o período das missões. O período das missões coincide com o período quando o Espírito Santo começou a mostrar pouco a pouco o corpo único de Cristo; e assim começaram as grandes missões, os grandes missionários na Índia, na África, na China. Quando foi essa época? Esta mesma época que supera o protestantismo clássico e o denominacionalismo e trabalha no plano do corpo de Cristo; esses são os irmãos que mais trabalharam, na Nova Zelândia, por lá, nesses lugares longínquos. “Pus adiante de, ti uma porta aberta”. Essa é para quem? Para ela, para que ela passe, para que a igreja saia e atue; o Senhor lhe abre a porta, que saia de suas quatro paredes, que vá por todas as partes levando o que o Senhor aprova. Ele quer que o que Ele aprova, flua. Porque pôs uma porta aberta o que tem a autoridade, o que tem a chave de Davi? Qual é a razão? Por que razão o Senhor lhe abriu uma porta? Nós queremos que se nos abra também uma porta? Olhemos as razões do Senhor: “ainda que tens pouca força...”.Isso não incomodou ao Senhor para que Ele fechasse a porta; o Senhor não se engana com as aparências. Parece que o papado é grande, tem multidões, tem vidros de cores, tem mosteiros e um montão de nomes raros, tem muitas coisas, mas o que o Senhor diz de Roma na Bíblia? Que é Babilonia. Diz a João: Vêem, eu te mostrarei a queda, o juízo sobre a grande prostituta. O Senhor tem juízo para a grande prostituta, mas para Filadélfia tem uma porta aberta. O que diz o Senhor? Por que te abri uma porta? “Porque ainda que tens pouca força...”. Não importa a aparência, não importa que sejam poucos, ao Senhor o que lhe importa é que sejam achados fiéis, que sejam verdadeiros; claro, isso não é para justificar que sejamos poucos, não; devemos ser muitos, para isso se abre a porta, mas o que importa ao Senhor é a fidelidade; diz aqui que isso é o que importa ao Senhor. Por que razão Ele abre a porta a Filadélfia? “Porque ainda que tens pouca força, guardaste minha palavra e não negaste meu nome”. Duas coisas que são chaves: Guardaste minha palavra e não negaste meu nome; duas coisas que para o Senhor são importantes; se guardamos Sua palavra, se somos fiéis a Sua palavra. Ele disse: minha palavra não sai de mim vazia; antes voltará e fará aquilo para o qual foi enviada; então o Senhor abre a porta à Sua palavra através de Filadélfia. Como tu, Filadélfia, guardaste minha palavra, eu te abri uma porta; para que? Para que leves minha palavra. Agora, se nós começamos a acomodar-nos ao século, à época, ao costume, ao mundo, à religião, então somos desonestos para com a Palavra. Eu sei que se nós nos adaptássemos ao comum, teríamos muita aceitação; mas se somos fiéis à Palavra, aqueles que não estão na Palavra vão molestar. Filadélfia é o depoimento conservador (conservando as coisas do Senhor) contra o liberalismo modernista.

Filadélfia é cristocêntrica

Sempre os remanescentes que aprenderam um pouco da Palavra, foram perseguidos na história da Igreja; mas o Senhor aprova que sejamos fiéis a Sua palavra; o que Lhe importa é Sua palavra; guardaste minha palavra e não negaste meu nome; somos cristocêntricos, não temos outro nome, não deixamos que outro nome desloque o único nome. Somos cristãos, não precisamos ser luteranos ou calvinistas ou ginistas ou witneslistas, ou qualquer coisa dessas; que Deus nos guarde. A vocês e a mim; guarde a todo mundo; nós somos cristãos. Sempre que se começa a falar às igrejas diz: Em Cristo Jesus; Paulo, apóstolo de Jesus Cristo; Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo; à igreja de Deus que está em Cristo. Ao Senhor, o que lhe interessa é ser o centro, ser a vida, ser o tudo, ser o ambiente e o que devemos procurar; não devemos ser identificados porque sejamos pré-tribulacionistas ou pos-tribulacionistas ou porque falamos em outras línguas (não das nações), ou anti-carismáticos; nenhuma outra coisa tem que identificar; ou porque batizamos assim ou assim; é o nome do Senhor, somos cristãos, para nós o que importante é Cristo, a quem queremos é a Cristo, o que nos importa é procurar andar em Cristo, o que valorizamos é o que é Cristo; não queremos pôr sobre nós outros nomes, não queremos ter nome de vivos e estar mortos, queremos guardar Seu nome, guardar o Nome não só no exterior, senão no interior. O nome representa à pessoa, representa a vida; ou seja, tentar andar em Cristo, ser cristocêntrico; valorizar o que é Cristo e a Palavra; essas duas coisas para o Senhor são importantes; ao Senhor não lhe impressionam as outras coisas; estas são as coisas que Ele mostra que lhe impressionam; por isto te abri uma porta, porque guardaste minha palavra e não negaste o meu nome; essas duas coisas guardemos. Sejamos cristocêntricos, que nosso tudo seja Cristo, nosso centro seja Cristo e nossa diretriz seja Sua palavra; e sejamos fiéis a Sua Palavra ainda que ninguém mais esteja de acordo, ainda que seja difícil, ainda que nos custe, sejamos fiéis à Palavra e ao Seu nome; e essa é a base pela qual Ele nos abrirá uma porta. Agora, quer dizer que isso é fácil? Não, claro que não é fácil; olhem o que teve que enfrentar Filadélfia; está no verso seguinte: “Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás”. Oh! Aqui aparece outra vez a sinagoga de Satanás; as duas únicas igrejas que o Senhor não repreende que são Esmirna e Filadélfia, as duas têm que lutar com a sinagoga de Satanás; em nenhuma outra parte se menciona a sinagoga de Satanás, senão em Esmirna e em Filadélfia; parece que quando a igreja quer ser fiel, o diabo tem seu substituto que se engrandece e que pretende ser algo; o que dizia esta sinagoga de Satanás? Diz: “da sinagoga de Satanás, aos que se dizem ser judeus e não o são”. Ah! Desde o princípio da igreja teve esse sentimento de semitismo; não o contrário de anti-semitismo; não estou propagando o anti-semitismo, mas também não um judaizamento da igreja. Gálatas nos mostra que tinha pessoas que queriam judaizar a igreja; guardar outra vez as festas; e é curioso que ao mesmo tempo que o Espírito Santo está guiando pela Palavra e cristocêntricamente, o diabo está querendo judaizar a igreja, gente dizendo ser judeu, ser messiânico, sem sê-lo; por que? Porque então se são, consideram-se superiores; consideram que os gentis são inferiores e o Senhor está dizendo que não é assim.

Os pretendidos messiânicos

Há pessoas que dizem ser algo para pretender ter autoridade sobre os demais; como Paulo dizia: eu mesmo antes tinha como grande estima o ser hebreu de hebreus, fariseu de fariseus; ele era como dizer da linhagem de Abraão, da tribo de Benjamin; ele pretendia ser algo. Hoje em dia as pessoas dão um grande valor a essas coisas; como se coloca o candelabro? À direita ou à esquerda; à direita; e estão pondo kippá (cobertura sobre a cabeça dos homens), e um montão de coisas, judaizando outra vez, dizendo que as pessoas têm que guardar outra vez a lei de Moisés; esse foi o problema que teve a igreja primitiva. É necessário, diziam aqueles fariseus, obrigar aos gentis a guardar a lei de Moisés, a circuncidar-se; isto é, voltar a judaizar. É curioso que o Senhor, paralelamente à igreja em sua normalidade, à igreja na aprovação do Senhor, ao corpo de Cristo segundo o coração de Deus, mostra como o Seu povo é molestado, resistido, menosprezado como se Deus não o amasse, porque o povo amado, dizem, somos nós os judeus, ainda sem sê-lo, dizendo que são; no entanto o Senhor diz uma coisa séria a estes que pretende ser judeus e não o são; diz: “Eu...” Isso sim é terrível; o Senhor mesmo, nem sequer mandou um anjo, Ele mesmo defende a honra de Sua igreja que é fiel a Ele e a Sua palavra. “Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás aos que se dizem ser judeus e não o são, se não que mentem; tenho aqui, eu...” Isto é terrível! Porque alguém pode escapar da mão dos homens, alguém pode esconder-se, mas da mão de Deus quem se esconde? Quando Deus nos põe a mão no nosso pescoço, é terrível. Irmãos, quando não vemos a mão de Deus obrigando a uma pessoa a se humilhar e confessar seus pecados, não vimos ainda a autoridade de Deus direta atuando, mas quando Deus diz: “eu farei que venham e se prostrem a teus pés, e reconheçam que eu te amei”. Terrível! Porque eles diziam ser judeus, o povo amado, os outros eram gentis, imundos, cachorros; e agora o Senhor mostra a estes que pretendem ser messiânicos, que Ele amava a igreja em Filadélfia, à que não nega Seu nome e guarda Sua palavra, não deixa cair por terra Sua palavra, como se diz a Samuel. Irmãos, delicado, não é verdade? “Eu farei que venham e se prostrem a teus pés, e reconheçam que eu te amei”. O Senhor jurou: diante de mim se dobrará toda joelho. Muitos podem blasfemar o que quiserem enquanto aqui vivemos, mas quando chegar o tempo de se cumprir esta palavra, toda língua confessará Seu nome e toda joelho se dobrará; mas não só o Senhor fará isso relativo si mesmo, senão que tomará a sinagoga de Satanás e a obrigará a reconhecer aos que Ele amou, que eles menosprezaram, como fizeram com Amam. Amam molestou a Mardoqueu e planejou a forca para Mardoqueu; tinha-a já pronta, e o rei lhe perguntou: Que há que fazer a um homem a quem o rei quer honrar? E pensando Amam que era ele, disse: Pois, ponham-no no cavalo do rei e o primeiro ministro o leve dizendo: Assim se fará com o homem a quem o rei quer honrar; pois, faça Amam com Mardoqueu, disse-lhe o rei; Amam teve que levar àquele a quem ele humilhava, e depois foi enforcado na forca que ele tinha preparado para Mardoqueu (Ester 6). Irmãos, Deus sabe o que faz, Deus tenha misericórdia, e nos ajude a ser humildes, fiéis e singelos; e aqui Deus explica as razões quando vai humilhar diante de ti àqueles que se fazem gracejos contigo, que te menosprezam. Aqui diz por que. “Porquanto guardaste a palavra de minha paciência”; e a razão também pela que o Senhor guardará da hora da prova aos fiéis de Filadélfia: “Porquanto guardaste a palavra de minha paciência, eu também te guardarei da hora da prova que tem de vir sobre o mundo inteiro para provar aos que moram sobre a terra”.

Te guardarei da hora

Quando eu estudava as posições escatológicas, o verso mais forte do pré-tribulacionismo para mim era este; não encontrava outro verso tão forte. Te guardarei, não só da prova; porque podemos estar numa prova e ser guardados da prova, ainda passando a prova, como diz um versículo: povo meu, entra em teus aposentos, entre até que passe a indignação; porque o Senhor sai a percorrer a terra em juízo; por isso diz a Seu povo que se esconda em seu aposento enquanto passa a turvação; quer dizer que Seu povo estaria na terra enquanto passa a turvação, mas estaria guardado em seus aposentos. Mas aqui o Senhor diz não somente te guardarei da prova, senão da hora da prova, quer dizer que é provável que os irmãos fiéis, no momento mais difícil não estejam cá. Agora, significa isso necessária e biblicamente o rapto ou o arrebatamento, que o Senhor vai arrebatar a alguns? Significa somente isso, é a única possibilidade para entender isto? Não há outro versículo onde isto possa ser cumprido, que não seja necessariamente um arrebatamento antes da tribulação? Eu encontrei um versículo, e os quero mostrar. Apocalipse 14:12 e 13, para que vocês vejam a relação da paciência da Igreja; diz o Senhor, que pela paciência, porque guardaste a palavra de minha paciência, isto é, porque foram fiéis, estiveram dispostos a suportar, a levar a cruz, então por isso os guardará da hora; e aqui há uma maneira como no contexto da paciência, Deus guarda da hora, não necessariamente com o arrebatamento, mas sim guarda da hora pela paciência; e está aqui em Apocalipse 14:12 e 13, que diz: “12Aqui está a paciência dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.” Guardaste minha palavra e não negaste meu nome. “13Ouvi uma voz que desde o céu me dizia: Escreve: Bem-aventurados daqui em adiante”. Qual é este “aqui”? Refere-se ao período da marca da besta. Vejamos o contexto desde o versículo 9: “9E o terceiro anjo os seguiu, dizendo a grande voz: Se alguém adora à besta e a sua imagem, e recebe a marca em sua fronte ou em sua mão, 10ele também beberá do vinho da ira de Deus, que foi esvaziado, não misturado, no cálice de sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e do Cordeiro; 11e a fumaça de seu tormento sobe pelos séculos dos séculos. E não têm repouso de dia nem de noite os que adoram à besta e a sua imagem, nem ninguém que receba a marca de seu nome”. Está falando de plena tribulação. “12Aqui está a paciência”. Essa é a paciência, nesse contexto. “Aqui está a paciência dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus”. E nesse contexto diz: “Ouvi uma voz que desde o céu me dizia: Escreve: Bem-aventurados de aqui...”. Qual é este “aqui”? É o momento em que começa a exigir-se a marca da besta e tudo isso: “Bem-aventurado de aqui em adiante (o tempo do terceiro anjo) os mortos que morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, descansarão de seus trabalhos, porque suas obras com eles seguem”. Se alguns morrerem no Senhor, descansarão de seus trabalhos, suas obras com o seguem e serão guardados da hora da prova”.Há uma maneira de ser guardados da hora da prova: Morrer no Senhor. Nos últimos tempos é uma bem-aventurança morrer, porque diz daqueles na quinta trombeta, vocês recordam que sairão aqueles espíritos demoníacos do abismo, e os homens procurarão a morte e não a acharão; durante cinco meses serão atormentados e buscarão morrer e não poderão morrer, ainda querendo; e, no entanto, aqui a bem-aventurança é morrer. Os ímpios não podem morrer e têm que tomar o cálice da ira; beberão e não poderão recusar-se; de outra forma, estes bem-aventurados, quando os outros não podem morrer, estes sim podem morrer. “Bem-aventurados de aqui em adiante os mortos que morrem no Senhor”. Nesse contexto do terceiro anjo, da besta, a marca da besta, nesse tempo difícil: Bem-aventurados de aqui em diante os que morrem no Senhor; os outros não podem morrer, mas estes morrerão no Senhor. Descansam de seus trabalhos e suas obras com eles seguem. Em que contexto será bem-aventurado morrer e escapar da hora da prova? No contexto quando os outros não podem morrer, quando está o assunto da besta, da imagem. Aqui está a paciência, e que diz a Filadélfia? Diz justamente isso: “Porquanto guardaste a palavra de minha paciência”.

O galardão dos vencedores

Vamos a outros detalhes em Apocalipses 3. “10Porquanto guardaste a palavra de minha paciência, eu também te guardarei da hora da prova que tem de vir sobre o mundo inteiro, para provar aos que moram sobre a terra”. Enquanto o mundo inteiro está sendo provado numa hora da prova, na grande tribulação, os vencedores que guardaram a palavra de Sua paciência, são guardados da hora da prova. Bem-aventurados os que morrem no Senhor, porque suas obras com eles seguem e descansam de seus trabalhos: “11Tenho aqui, eu venho cedo; retém o que tens, para que ninguém tome tua coroa”; essa é uma frase séria, aqui não está falando da salvação, senão da coroa. A coroa é um lugar no reino, a coroa é o galardão dos vencedores. “Que nenhum tome tua coroa”. Por isso mais adiante diz: “Ao que vencer”. Que sucede se eu não sou fiel? Não está dizendo que um salvo vá ser perdido; o que está dizendo é que outro pode tirar sua coroa. Esperava-se que fosse você o que ocuparia esse trono, mas você não foi fiel, outro foi mais fiel do que você. Eu esperava que fosse você, mas não foi, então outro; mas o Senhor diz que não quer que ninguém tome nossa coroa. “Eis que cedo venho, retém o que tens”. Pode-se cair do nível de Filadélfia e deslizar-se à condição de Laodicéia, que é o que vem depois de Filadélfia. Esse estado de Filadélfia pode perdurar até a vinda do Senhor porque diz: “Eu venho cedo”. Se retiveres o que tens, te acharei no estado de Filadélfia que eu aprovo, mas se não guardares o que tens, estarás deslizando à condição de Laodicéia e outro tomará tua coroa: “Ao que vencer, eu lhe farei coluna no templo de meu Deus”. A igreja é coluna e baluarte da verdade, e justo nessa cidade de Filadélfia há uma coluna até o dia de hoje, e os turistas vão vê-la; antiga, não é nova, não é uma coisa que alguém a fez agora; vem da antigüidade. Teve tremores, terremotos e aí está essa coluna. Senhor Jesus! “O farei coluna no templo de meu Deus”. Esse é o corpo de Cristo. O princípio do corpo aparece desde o começo. Filadélfia: amor fraternal, guardando a palavra, guardando o Nome, guardando a palavra da paciência. “O farei coluna no templo de meu Deus, e nunca mais sairá dali”. É uma recompensa eterna, é uma recompensa do reino no templo. “Coluna no templo”. Estes são os vencedores.Agora, hoje ninguém pode entrar no templo antes que se cumpram as 7 pragas das sete taças da ira de Deus. Por isso me inclino mais ao pós-tribulacionismo que ao pré-tribulacionismo.“E escreverei sobre ele o nome de meu Deus”; esse pertence à Yahveh; o nome do Senhor está sobre os vencedores; “e o nome da cidade de meu Deus, a Nova Jerusalém”; este pertencerá à Nova Jerusalém, está escrito sobre ele; há uns que não estarão perdidos, mas que estarão fora, inclusive reinando fora da Nova Jerusalém. Diz Apocalipse 21 e 22 que aqueles reis das nações trarão sua glória e sua honra à Nova Jerusalém e nenhum imundo pode entrar, mas esses reis são de fora e vêm honrar ao Senhor na Nova Jerusalém, mas estes não estarão fora, senão na Nova Jerusalém; eles são a Nova Jerusalém; o nome estará neles. Os vencedores de Filadélfia asseguram lugar na Nova Jerusalém; eles são a Nova Jerusalém; o nome da Nova Jerusalém está neles. Agora esta outra frase misteriosa: “e meu nome novo”. O Senhor tem um nome novo, além de Seu nome conhecido; esse nome novo está aqui em Apocalipse 19; não diz qual é só diz que tem, além de Seu nome, um nome novo; e diz Apocalipse 19:11 o contexto: “11Então vi o céu aberto, e tenho aqui um cavalo branco, e o que o montava se chamava Fiel e Verdadeiro, e com justiça julga e briga. 12Seus olhos eram como chama de fogo, e tinha em sua cabeça muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém conhecia senão ele mesmo”. Na recompensa a Pérgamo o Senhor diz que ao vencedor daria uma pedrinha branca com um nome novo escrito que ninguém conhece, senão o que a recebe; isso se refere ao nome teu, ao nome definitivo. No Oriente é muito comum que as pessoas, segundo a etapa de sua vida, tenham um nome; quando ocorre um acontecimento grande em sua vida e há uma mudança, eles adotam um nome de acordo a essa mudança; depois acontece outra coisa, casaram-se e tomaram outro nome; isso é normal no Oriente. Jacó foi chamado Israel quando venceu. Já não te chamarás mais Sarai, senão Sara; isto é, o nome representa à pessoa em seu estado. Agora, nós temos um nome que é o nome provisório, não é nosso nome definitivo. Apocalipse 19:12 fala do nome do Senhor que ninguém conhece; não é Jesus, porque Jesus todos os que somos salvos o conhecemos; mas falando do que é um novo nome, primeiro em nosso sentido e depois no do Senhor, em nosso sentido diz, que ao que vencer, será dado um nome novo; o que você chegará a ser ao final como Deus te conheceu; Deus conhece o que você vai ser; agora você estás em processo, ainda que não chegaste a tua posição definitiva.Quando chegares a vencer e for o que Ele esperava que tu fosses, então teu nome representará o que chegaste a ser para o Senhor e que Ele já sabia; então te dará como recompensa, esse nome. Esse nome quer dizer que o Senhor sabe quem és tu para Ele e te nomeia com esse nome; mas o Senhor mesmo, veio, fez-se homem, morreu por nossos pecados, ascendeu e foi feito Senhor e Cristo; e como diz aqui, recebeu um nome sobre todo nome, e novo; um nome que ninguém conhece senão Ele mesmo; por isso diz: “e tinha em sua cabeça muitas diademas; e tinha um nome escrito que ninguém conhecia senão ele mesmo”. Só Ele sabe quem é Ele. Diz em 1 Coríntios 2, que o espiritual julga todas as coisas, mas ele mesmo não é julgado por ninguém, que o homem natural não discerne as coisas que são do Espírito.Que quer dizer? Que há uma hierarquia no discernimento; o espiritual julga para abaixo ao natural e o discerne, mas o natural não pode julgar para acima, não conhece ao espiritual, não o discerne; assim nós podemos conhecer aos que são como nós, mas aos que estão num nível superior a nós, não os distinguimos bem; quanto mais o Senhor Jesus está numa posição que ninguém conhece o que Ele conhece; por isso Ele tem um nome que expressa para Ele o que Ele é, mas ninguém conhece isso; no entanto, ao vencedor diz que o Senhor escreverá sobre ele Seu nome novo; isso é como se o Senhor se fosse revelando cada vez mais profunda e mais profundamente à pessoa. Revelar-te Seu nome, isto é: eu me chamo Garavito, não, não é isso, nem me chamo tal, senão o que significa esse nome; isso é algo muito profundo, porque, irmãos, diz que a vida eterna é que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo. Cada vez há que o conhecer mais; não bastará a eternidade para conhecê-lo, mas prosseguiremos conhecendo-o e os vencedores receberão esse nome novo, como quem diz conhecerão mais profundamente e mais de perto ao Senhor. O Senhor conhece tudo e por isso ninguém conhece Seu nome, senão Ele mesmo; só sabe Ele quem é Ele, de acima para baixo; mas ao vencedor, escreverá sobre ele Seu nome novo. Agora, amamos ao Senhor Jesus e é o mesmo Senhor Jesus; somos cristãos, mas quem é o Senhor Jesus agora? É o mesmo Senhor Jesus, mas está numa posição glorificada, uma posição exaltada; mas Ele quer revelar-se e se revela a seus vencedores. Ao que vencer, sobre ele escreverei meu nome novo. Que mistério! “O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” Isto no contexto dos vencedores. Penso que isto que lemos e comentamos, que mastigamos em nosso interior, possa falar a nós. Deus conceda que sejamos achados entre estes e que venhamos a reter o que recebemos

A MENSAGEM À IGREJA EM SARDES

A MENSAGEM À IGREJA EM SARDES

“E escreve ao anjo da igreja em Sardes: O que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas, diz isto: Eu conheço tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto”. Apocalipse 3:1

Uma mensagem profética da Sardes histórica

Vamos ao livro do Apocalipse, que estamos estudando as sextas-feiras com a ajuda do Senhor e hoje chegamos ao capítulo 3, os versículos 1 ao 6 que correspondem à mensagem do Senhor à igreja em Sardes. Fizemos um seguimento de todas estas igrejas anteriores: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira e hoje estamos chegando a Sardes; hoje estaremos vendo algo relativo à igreja em Sardes. Os irmãos sabem, porque a estamos lendo em primeiro lugar, num sentido gramático-histórico, que teve uma igreja histórica no Ásia Menor, o que hoje é Turquia, a península de Anatolia, que se chamou Sardes? Se vocês imaginarem o mapa da península de Anatolia, verá: Éfeso, depois sobe a Esmirna, sobe a Pérgamo, depois vem Tiatira e depois desce um pouco a Sardes, depois baixa a Filadélfia e Laodicéia.Então, agora estamos em Sardes. Sardes foi, pois, uma igreja no Ásia Menor no tempo em que o apóstolo João estava vivo, e esta carta foi enviada pelo Senhor através de João ao anjo da igreja em Sardes; ou seja, que teve uma igreja histórica chamada Sardes; digo teve, porque a cidade de Sardes já não mais existe. Perto de onde estava a cidade, existe uma pequena vila chamada Sarte que vem do mesmo nome de Sardes, mas não é aquela antiga cidade, senão uma população pequena que tomou o nome da cidade antiga; a cidade antiga já não existe. Destas sete cidades somente existem Esmirna e Filadélfia hoje em dia, e são as duas únicas igrejas às quais o Senhor não repreende; as demais não existem hoje.Sardes é uma das que não existem, mas não somente estamos olhando o aspecto geográfico histórico desta condição da igreja em Sardes, senão que como víamos ao princípio do Apocalipse, ao final do Apocalipse se nos diz que o Apocalipse inteiro é uma profecia, portanto, estes capítulos 2 e 3 de Apocalipses são proféticos e não somente históricos; são históricos, mas as condições históricas são usadas pelo Senhor para profetizar porque estas condições históricas estão descritas pelo Senhor dentro de algo que o Senhor mesmo chamou profecia; portanto, há uma profecia; assim que lemos não somente a respeito da igreja histórica antiga de Sardes, onde teve homens tão sobressalentes como Melitão de Sardes, um grande líder da igreja primitiva que o Senhor usou muito e que toda a antigüidade cristã recordava com muito carinho, e dele sobreviveram alguns escritos, senão que estamos vendo através da mensagem à Sardes histórica, uma mensagem profética; de maneira que a condição de Sardes representa este quinto período da história da igreja. Na Bíblia há profecia a respeito de Deus mesmo. Jeová será um, e um o Seu nome; é uma profecia a respeito de Deus; há muitas profecias a respeito de Cristo, há profecias a respeito do Espírito, profecias a respeito de Israel, profecias a respeito das nações, profecias inclusive a respeito dos anjos, profecias a respeito do resto da criação. Como não vai ter profecias a respeito da igreja! Estes capítulos 2 e 3 de Apocalipses são profecia.

Resumo profético-histórico

O Senhor chama de profecia a todo o Apocalipse; de maneira que se olhamos a história da igreja, vemos como se corresponde com períodos históricos que ao comparar esses períodos com a profecia, vemos como concordam e assim o temos estado vendo: Éfeso, relativo à igreja primitiva, imediatamente depois da morte dos últimos apóstolos; estava ainda vivo João; depois veio o período das perseguições com os imperadores romanos, aquelas grandes dez perseguições que terminaram com a de Diocleciano, o que está representado em Esmirna, que quer dizer amargura, prova, perseguições. Terás perseguição por dez dias, diz o Senhor, e justamente teve dez grandes perseguições romanas. Depois veio Constantino e o diabo mudou a tática de ataque contra a igreja; agora já não a atacou com perseguição, senão misturando-a com a política do Estado, misturando o paganismo com o cristianismo, e essa mistura é a que aparece em Pérgamo, pois isso é o que quer dizer Pérgamo: muito misturado, muito casado; então esse período que hoje em dia se chama o período da igreja católica antiga, antes do papado, o período desde Constantino e os seguintes séculos até começar bem forte o papado, esse é o que se chama o período de Pérgamo. Depois já veio a idade média, a época terrível do absolutismo papal, inclusive como alguns historiadores o chamaram: a pornocracia papal, porque teve muitas coisas totalmente escandalosas que se fizeram; dizem que em nome de Deus se fizeram negócios para perdoar pecados; o papa autorizava ao cardeal pelo poder pontifício a ter relações com um moço, por exemplo; eram coisas que aconteciam e eram de conhecimento público, coisas terríveis; foi um período como diz aqui, de Jezabel; esta Jezabel é a grande prostituta. A grande prostituta é Roma. Este período de Tiatira representa precisamente aquela época medieval que durou muito tempo, que representa o romanismo em seu estado pior, como foi manifestado na história do cristianismo; mas o Senhor permitiu que tivesse outra etapa posterior a Tiatira; Deus não deixou que as coisas ficassem nessa situação, senão que providenciou a Reforma protestante para que muitas pessoas saíssem daquela condição babilônica e procurassem ao Senhor. Esse período posterior a Tiatira, posterior ao papismo da idade média, é o período da Reforma e é o período que está representado nesta mensagem a Sardes.

Os Refugiados

A palavra Sardes significa: escapados. Justamente, alguns escaparam de Babilônia, como o Senhor disse: Saí de Babilônia. Babilônia é claramente identificada pelo apóstolo João como Roma. João diz: Babilônia é a cidade que reina sobre os reis da terra (Ap. 17:18); e nesse tempo de João quem reinava era Roma, vestida de púrpura e escarlata; em fim, seu pior estado é Tiatira. Mas teve pessoas que escaparam da condição de Tiatira, saíram do romanismo; e alguns dos que saíram foram fiéis; outros dos que saíram foram infiéis; por isso vamos ver que a mensagem a Sardes é agridoce; tem um pouco de doce por causa dos fiéis, os que não mancharam suas roupas que andarão adiante do Senhor em roupas brancas; mas há outros que são azedos, e nos damos conta de que já em Tiatira, o Senhor diz que Tiatira tinha filhos; Jezabel tinha filhos e também a grande prostituta tem também filhas; ou seja, da mãe que era Roma, nasceram-lhe outras filhas que não são precisamente Roma, que saíram de Roma, mas que não foram fiéis e por isso o Senhor também lhes chama prostitutas; por isso diz de Roma, a mãe das prostitutas. A grande prostituta, a mãe, é Roma; mas há umas que saíram de Roma e não mantiveram sua fidelidade e o Espírito Santo também lhes chama de prostituta. Este aspecto negativo faz que o Espírito Santo por meio de João lhe chame de prostituta e que o mesmo anjo chame de prostitutas a alguns que saíram de Roma, mostra-nos que no protestantismo teve uma parte fiel e uma parte infiel. A parte fiel é o remanescente que o Senhor vai dizer aqui, como vamos ler, que guardaram suas roupas e que estarão com ele em roupas brancas; mas a parte infiel, que não é precisamente Roma, senão que vem depois, que saiu de Roma, que escapou de Roma, que é o que quer dizer Sardes, é a que representa esse protestantismo degradado. Não é porque somos protestantes que vamos dizer que não há nada de mau para se dizer do protestantismo, porque o Senhor fala à igreja com clareza, profetiza-lhe para que a igreja se purifique e se arrependa, porque se não se arrepender, vai seguir sendo isto que o Senhor lhe denuncia, então vai encontrar no tribunal de Cristo, perda, não da salvação, mas do galardão.Vamos, pois, ler nesses dois sentidos: gramático-histórico e profético, e ainda num terceiro, porque esta mensagem, diz o Espírito, é para todas as igrejas; ou seja, que se um pouco disto se dá entre nós, em qualquer parte, o Senhor nos fala com Sua palavra para nos ajudar a sair disso. Lembrar-nos-emos de que essas são palavras diretas do Cristo ressurreto, glorificado, que apareceu a João e falou estas palavras para as igrejas, para nós. Ponhamos, pois, entendimento ao que nos diz o Senhor. Vamos fazer primeiro a leitura de uma só vez; depois lhes mencionou um pontinho de crítica textual que é muito mínimo neste caso de Sardes, e depois voltamos sobre nossos passos para comentar os versos. Antes de comentá-los, façamos a leitura completa para tê-lo mais claro. Já com este preâmbulo sabemos que está falando à igreja histórica antiga de Sardes, ao período da Reforma e seguinte e a todas as igrejas que em qualquer situação se pareçam ao que diz o Senhor aqui. “1Escreve ao anjo da igreja em Sardes: O que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas, diz isto: Eu conheço tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. 2Sê vigilante, e afirma as outras coisas que estão para morrer, porque não achei tuas obras perfeitas adiante de Deus. Lembra-te, pois, do que recebeste, e ouviste; e guarda-o, e arrepende-te. Pois senão vigiares, virei sobre ti como ladrão, e não saberás a que hora virei sobre ti. 4Mas tens umas poucas pessoas em Sardes que não têm machado suas vestimentas, e andarão comigo em vestimentas brancas, porque são dignas. 5O que vencer será vestido de vestimentas brancas, e não apagarei seu nome do livro da vida, e confessarei seu nome adiante de meu Pai, e adiante de seus anjos. 6O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas” ( Ap. 3:1-6). Comecemos pela maneira como o Senhor se apresenta a Sardes. Quando o Senhor se apresentou a cada igreja, Ele se apresentou segundo a necessidade da igreja, segundo a condição da igreja. Você vê que há uma correspondência entre a condição da igreja e o aspecto de si mesmo que o Senhor a mostra, em sua respectiva condição.

Reforma protestante

Sardes é como se fosse um novo começo, porque estivemos vendo que teve uma degradação; a degradação começou em Éfeso que deixou o primeiro amor; já vemos em Esmirna a sinagoga de Satanás, já depois vemos em Pérgamo a doutrina dos nicolaítas; em Éfeso eram obras; já em Pérgamo é doutrina dos nicolaítas, doutrina de Balaão, até chegar a Jezabel e as profundidades de Satanás; e tínhamos visto que essa degradação da igreja estava profetizada, primeiro no sentido gramático-histórico para Israel, mas sabendo que Israel é figura do povo de Deus, que estava profetizado em Joel. Recordam que em Joel vimos o aspecto da degradação; agora vamos ver como o Senhor também diz que sairia dessa degradação pouco a pouco. Vejamos dois versos em Joel. Da vez passada quando vimos a degradação ou a apostasia que tomava parte da cristandade, vimos que estava representado também como em Israel, em Joel 1:4 onde dizia: “O que ficou da lagarta comeu o gafanhoto, e o que ficou do gafanhoto comeu o devorador, e o destruidor comeu o que do devorador tinha ficado.” Ou seja que entrou em inverno essa planta e a vida se foi às raízes, e afora estava fazendo um frio terrível. Graças a Deus que depois do inverno vem a primavera e Deus tinha dito no capítulo 2: “25E vos restituirei os anos que comeu a lagarta, o gafanhoto, o devorador e a destruidor, meu grande exército que enviei contra vocês. 26Comereis até saciar-vos, e louvareis o nome de Jeová vosso Deus, o que fez maravilhas convosco; e nunca jamais será meu povo envergonhado. 27E conhecereis que no meio de Israel estou eu, e que eu sou Jeová vosso Deus, e não há outro; e meu povo nunca jamais será envergonhado”. Satanás fez da cristandade na idade média uma coisa terrível, de tal maneira que se não tivesse sido por alguns homens de Deus como Pedro Valdo, como Pierre de Bruise, como Jerônimo Savonarola, como Henrique de Lausana, como Arnaldo de Brescia, inclusive, como Francisco de Assis, como Bernardo de Claraval, o cristianismo ficaria envergonhado. Os anjos, diz o Senhor, em sua parábola de Mateus 13, diziam: mas, não semeaste boa semente? Como é que tem discórdia? Se o que tu, Senhor Jesus, que és o semeador, semeaste, que é a palavra de Deus, como é que a cristandade chegou a ser o que é, por exemplo, no tempo de Alexandro VI, o papa Borgia e todos esses papas terríveis? O Senhor disse: Eu restituirei. Sai dela (Babilônia) povo meu; bem como em Israel eles se apartaram de Deus e foram parar cativos em Babilônia, mas depois Deus tirou algum remanescente de Babilônia e o trouxe de volta à Jerusalém e restabeleceu a casa e restabeleceu a cidade, assim também no Novo Testamento há uma misteriosa Babilônia, que é Roma, da qual tem que sair o povo do Senhor. Sai dela; há uma saída e essa saída começa precisamente com Sardes.Sardes quer dizer “escapados”; são os primeiros que saem quando começa a Reforma protestante; a justificação pela fé. Aqui é onde se fala das vestimentas brancas, porque justamente, essa é a época da justificação pela fé; teve pessoas fiéis, teve pessoas que realmente foram justificadas pela fé; mas teve nessa época outros, que como o príncipe era luterano e não católico, então o país era luterano; tinha nome de ser cristão, mas não tinha nascido de novo. Todo denominacionalismo começou juntamente com a Reforma; a mesma igreja protestante foi em grande parte denominacional. Na Itália e na América Latina, todos eram católicos; então as pessoas, só de nascer na América Latina onde papai e mamãe, segundo a carne, nasceram já eram considerados católicos. Hoje qualquer um que você perguntar, dirá que é católico porque nasceu num país católico. Se nascesse na Alemanha, era evangélico luterano ainda que nunca tivesse nascido de novo; bastava com ter nascido simplesmente em Inglaterra para ser anglicano, estava nas listas; e, se estivesse trabalhando, o Governo lhe descontava o dízimo do salário para pagar ao clero anglicano. As pessoas têm nome de que vive, mas só nome, não tem vida; só um remanescente, umas poucas pessoas são verdadeiramente regeneradas, verdadeiramente justificadas. Por isso quando o Senhor se apresenta a eles, esse é um novo começo, mas neste novo começo não está a igreja em seu princípio. Um primeiro começo foi em Éfeso e em Éfeso aparecem também as sete estrelas, aparecem os sete candeeiros; já em Sardes sim, aparecem as sete estrelas, mas não os candeeiros; pois ainda a igreja não foi restaurada em sua normalidade. Mal está por começar a restaurar o evangelho, a justificação pela fé, a leitura da Bíblia, mas ainda não a visão clara do corpo de Cristo; por isso em Éfeso diz: “O que tem as sete estrelas em sua destra, o que anda no meio dos sete candeeiros de ouro”. Na igreja primitiva, o Senhor não somente tinha em suas mãos às estrelas da liderança e a obra, mas também movia entre os candeeiros porque as igrejas primitivas, cada uma era um candeeiro. A igreja em Éfeso era um candeeiro, a igreja em Esmirna era um candeeiro, a igreja em Pérgamo era um candeeiro, a igreja em Sardes era um candeeiro, a igreja em Jerusalém era um candeeiro, a igreja em Corinto era um candeeiro. No princípio as igrejas são da cidade; você não vê nomes, não se colocavam nome às igrejas. O Senhor diz: a igreja em Éfeso, a igreja em Esmirna, a igreja em Jerusalém, a igreja em Corinto, ou em Colossos, ou em Filipos; o que tinha nome era a cidade, e o nome que eles tinham era o do Senhor; eles eram cristãos.Assim que o Senhor ao princípio tinha as sete estrelas e andava entre os candeeiros; mas na época da Reforma a eclesiología bíblica foi totalmente distorcida; o papado distorceu a eclesiología da Bíblia; começaram a surgir diferenças entre bispos e presbíteros que para Paulo eram a mesma coisa; Paulo chama aos bispos, presbíteros, anciãos da igreja em Éfeso e lhes diz: o Espírito Santo vos pôs por bispos (atos 20); escreve a Tito como deve ser os anciãos, porque o bispo deve ser assim e assim; Paulo está trocando bispo com presbítero, com ancião; de outra forma, lá pelo século II, III, começa esse processo de clericalismo, onde aparecem os bispos sobre os anciãos, onde os santos já não são sacerdotes, agora os sacerdotes são só os clérigos; depois aparecem arcebispos sobre os bispos, depois aparecem patriarcas nas principais cidades tendo jurisdição além de sua localidade.

Início da Restauração

Quando o apóstolo Paulo nomeia aos anciãos, diz que se estabelecessem anciãos em cada cidade, bem como eu te mandei; a jurisdição dos anciãos, dos bispos, é a cidade; mas lá pela época do romanismo, que ainda estava imaturo, aparecem dioceses episcopais que vão além de sua localidade; aparece um sistema papal; começa a crescer; o esvaziamento que deixou Constantino quando se mudou para Constantinopla, que era Bizâncio, depois mudou o nome para Istambul, deixou um esvaziamento de poder no povo romano que estava acostumado por séculos a um governo mono polar, monolítico; então o bispo de Roma, especialmente Leão Magno, apareceu como a autoridade forte em Roma e começou a se declarar como o sucessor de Pedro, como o vigário de Cristo, e que todos tinham que ir a ele, que ele tinha a última palavra; e isso se foi desenvolvendo até quando se chegou a Bonifácio VIII. Bonifácio VIII escreveu uma bula, Unam Santam, onde tomava uma passagem de Jesus que disse a Pedro: alguém tem uma espada? Aqui há duas espadas, disse-lhe Pedro. Ah! Basta; isso o interpretou Bonifácio VIII dizendo que essas duas espadas eram o poder político e o poder religioso que tinha o papa; olhem a exegese papal dessas passagens; e dizia que se o imperador não era coroado pelo papa não era válido, e o papa dizia que tinha direito a liberar aos súditos do imperador, do governo do imperador. Olhem como cresceu esse monstro, como a eclesiología simples do Novo Testamento começou a enredar-se e a mudar-se; começou o nicolaismo, a conquista do laicado, que é o que quer dizer nicolaismo. Nicao: conquistar, laos: os laicos, o povo; o clericalismo, até chegar a tirar o sacerdócio do povo. Pedro dizia: vocês sois nação santa, real sacerdócio, povo adquirido por Deus (1 Pe.2:5); o mesmo diz Apocalipse: limpou-nos com Seu sangue, fez-nos reino e sacerdotes; mas agora já ninguém era sacerdote, ninguém podia orar diretamente, ninguém podia ler a Bíblia diretamente; agora até queimavam as pessoas com bíblia e tudo; na cristandade até essa loucura sucedeu; teve uma degradação; realmente o verme comeu toda a planta, mas o Senhor disse: “Restituirei”; começou com a Reforma um início de restauração, mas só um início. A eclesiología na época da Reforma ainda não tinha sido restaurada. Por isso, olhem como começa: “O que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas”, mas não diz que anda entre os sete candeeiros; isso se o tirou. Por que o Senhor, ainda que tivesse dito uma parte, não disse a outra? Porque ainda que tivesse dito a outra, nesse tempo, as coisas ainda não eram assim; no tempo da Reforma, a eclesiología não tinha sido restaurada; tinha a eclesiología romanista e depois começou a eclesiología dos príncipes, onde Henrique VIII era rei da Inglaterra e cabeça da igreja anglicana. O Senhor não podia dizer que andava entre os candeeiros, porque os candeeiros não tinham sido restaurados ainda; a eclesiología estava baixa, mas o Senhor sim tem seus mensageiros em sua mão; ainda que houvesse coisas que não tinham sido restauradas, algumas começaram a sê-las.

Escolástica da ortodoxia sem vida

Deus usou Lutero, por exemplo, para restaurar a justificação pela fé, a autoridade das Escrituras, o princípio da Reforma: só fé, só graça, só a Escritura; isso começou a ser restaurado. O Senhor começou a fazer: restituirei o que comeu a lagarta, o gafanhoto e o devorador; o primeiro que se restaurou foi a justificação pela fé; por isso aqui neste contexto fala de pessoas com vestimentas brancas; isso não se falou nas outras mensagens, mas aqui se falou porque correspondia precisamente com a mensagem, a tônica do Espírito na época, era a justificação. No entanto, o Senhor fala não somente ao remanescente fiel; Ele fala a todos os que se fazem chamar cristãos.“Conheço tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto”. Isso, ter nome, é o que caracteriza a Sardes, o que caracteriza o protestantismo; todo mundo quer pôr sobre se um nome. A Filadélfia, que supera a condição de Sardes, o Senhor lhe diz: Guardaste meu nome. Mas aqui: tens nome de que vives. O denominacionalismo começou com o protestantismo; aí começaram a aparecer muitos nomes. Em filosofia, o nominalismo, que é uma facção da filosofia, começou com Guillermo de Occam na linha do protestantismo. Qualquer que um que lê a história da Igreja e a história da filosofia vai saber sobre o que estou me referindo, o nominalismo. Que quer dizer isso? Formulismo, formalismo, escolástica de ortodoxia sem vida, institucionalismo; temos um tremendo título, sinos, órgão de tubos, pessoa jurídica, temos de tudo e não há vida. Isso é o que o Senhor está denunciando: as aparências religiosas, o formulismo, o nominalismo, o denominacionalismo, o institucionalismo; tudo isso está embaixo profetizado. Essa é tua condição: conheço tuas obras e isto é: tens nome de que vives, mas estás morto. Não tens a vida do Senhor na verdade; alguns sim, há uma minoria que sim, mas no geral só tem o nome de cristãos; muitas pessoas hoje se chamam cristãs e não são cristãs. Conheci a um pastor que aqui há duas pessoas que o conhecem, o irmão Aniceto Mario Franco, um servo do Senhor em Brasil; e há uma colônia luterana no sul do Brasil, em torno de duas mil famílias; e lhe dizia o pastor luterano, não estou falando contra os luteranos, estou contando um fato para ilustrar; minha idéia não é falar contra ninguém, senão que Deus nos fale para ajudar-nos; dizia este pastor luterano a Aniceto: de todas estas duas mil famílias que vieram da Alemanha a formaram colônias lá no Rio Grande do Sul, e em Santa Catarina, no Sul do Brasil, somente 26 pessoas são nascidas de novo; só 26 são regeneradas; outros, como nasceram em Alemanha e a religião do governo é o luteranismo, então são luteranos; não é que tenham lido a Lutero e estejam de acordo com Lutero; levam o nome, mas não entendem nada. Ontem estávamos analisando uma tese que o filho de nossa irmã Yolanda está fazendo para a universidade do estudo de ciências sociais; e nessa tese estava estudando umas coisas, e eu a estava lendo para poder lhe ajudar a melhorá-la; e justamente ele mencionava algumas coisas neste sentido: o mero nominalismo, a mera aparência. Pode ser um grupo de 10, 12 pessoas, às vezes reunindo-se numa catedral gigantesca; aparece o título, aparece tal, aparece qual, mas quando tu vais à realidade não há Espírito, não há vida; alguns poucos sim. “Tens umas poucas pessoas que andam comigo em vestimentas brancas”. Embranqueceram suas roupas no sangue do Cordeiro; há gente verdadeiramente justificada. No movimento protestante, da Reforma para cá, teve gente que verdadeiramente entendeu, teve gente que verdadeiramente esteve por Cristo, compreendeu a justificação, compreendeu a epístola aos Romanos e foram justificados, caminharam com Deus e foram fiéis; pode-se mencionar a muitos que foram fiéis, mas muitos dos que vieram depois não o foram; no entanto, tinham o nome. Tens nome (aí está, aparência, formulismo, institucionalismo, denominacionalismo) de que vives e estás morto.Há outra coisa que o Senhor discerne; porque esse é o discernimento do Senhor ao qual não lhe enganam as catedrais, os órgãos de tubos; isso não engana ao Senhor; Ele fala como são as coisas, na realidade. Outra coisa que o Senhor diz: “Sê vigilante, e confirma as outras coisas que estão para morrer, porque não achei tuas obras perfeitas adiante de Deus”. O que eles receberam que era de Deus foi-se perdendo e isso sucede na história do protestantismo; o Espírito Santo move um remanescente fiel, e esse remanescente fiel descobre a palavra do Senhor e o Senhor verdadeiramente tira de Babilônia e verdadeiramente restaura com esse remanescente; mas depois vem outra geração que somente eram filhos, tios, sobrinhos, parentes, mas que não têm o Espírito do Senhor, e já à próxima, segunda e terceira geração, somente fica o nome do que foi. Com tudo o que foi Wesley, foi tremendo, mas depois dele, o que é o metodismo, é outra coisa diferente; agora, por exemplo, em Hamburgo, estão casando em templos luxuosos feitos pelo Estado, todo ato bem formal, uma cerimônia muito bonita; casa-se uma teóloga com uma advogada, lesbianas, casadas, em pleno culto, em plena catedral. Estão-se casando lesbianas e são luteranos ou metodistas. Há teólogos que confessam seu ateísmo; há teólogos que se chamam teólogos da morte de Deus; podem-se dizer nomes próprios: Altiser, Hamilton, Paul Vão Buren, Robinson; alguns deles dizem: eu sou episcopal, cristão e ateu. Por que ateu? Porque não acredita em Deus; mas então se não acredita em Deus como é que é cristão? Bom, mas é que Jesus foi um homem que pôde trazer uma boa sociedade, e se as pessoas tiverem mais ou menos a moral de Jesus, pode-se viver em sociedade dessa maneira; ele não está falando do céu, nem de Deus, nem da eternidade, somente do útil que é a moral de Jesus para que a sociedade possa sobreviver; e que é presbiteriano ou episcopal porque pertence a essa denominação.Muitos vivem dos dízimos da denominação e ensinam na contramão da Bíblia no mesmo seminário. Negam o nascimento virginal de Cristo, negam a ressurreição de Cristo, negam a inspiração da Bíblia, negam-lhe umas quantas epístolas ao apóstolo Paulo e vivem da denominação; pregam suas barbaridades e blasfêmias desde o púlpito, com luzes de cores, com órgãos de tubos. Tens nome de que vives, mas estás morto. Por isso o Senhor não fala somente da grande prostituta, senão que a prostituta teve filhas, também infiéis ao Senhor, que têm a semente dos homens e não a semente da palavra de Deus; isso está claramente.

Institucionalismo denominacional

Agora diz aqui: “confirma as outras coisas que estão para morrer”. O avivamento recupera coisas, mas depois os seguintes que vêm, deixam morrer; como dizia o Senhor: as ovelhinhas que vêm detrás, em vez de encontrar águas limpas, encontram águas sujas; em vez de encontrar pastos suculentos, encontram pastos amassados como diz o Senhor em Ezequiel 34; as gerações seguintes não são fiéis ao Senhor. Samuel foi fiel ao Senhor, mas não seus filhos; Davi foi fiel ao Senhor, mas não seus filhos. O Senhor não tem netos, como dizia o irmão David Duplesis; cada filho de Deus tem que receber diretamente ao Senhor, porque as coisas vão se perdendo e isso sucedeu na cristandade. “Sê vigilante, e confirma as outras coisas que estão para morrer”. Já morreram algumas e outras ainda não estão mortas, que quer dizer? Como vai dizer a seguir, que ainda no protestantismo o depósito de Deus está fragmentado e incompleto. Alguns se organizam ao redor de uma experiência, digamos, falam em línguas, então fazemos a igreja pentecostal.Outros dizem: não há que batizar a meninos, senão aos adultos e nós batizamos aos adultos, então fazemos a igreja e lhe pomos um nome, identificamo-nos com nome: Os batistas. Há outros, somente a justificação por fé, a santidade, viver de maneira metódica, então fazemos o metodismo. Não, o governo da igreja não é de bispos, senão de muitos presbíteros, então façamos o presbiterianismo e aí começa esse nominalismo, por nomes, organizar-se ao redor de porções incompletas. O Senhor não deu o dom de línguas para criar uma igreja pentecostal, senão para que toda Sua Igreja saiba que estão vigentes os dons espirituais. O batismo não é para fazer uma igreja de batismos; o batismo é para todo o povo. Tudo o que o Senhor dá a uns e a outros, deve verter-se ao corpo e é para enriquecer a todo o corpo; mas o que acontece quando há essa falta de integridade no conselho, no depósito de Deus? O que diz aqui o Senhor: “Lembrar-te, pois, do que recebeste e ouvido”; lembrar-te, retém o conselho de Deus e “guarda-o, e arrepende-te”. Arrepende de que? De deixar morrer as coisas, de ser parcialista, de ser nominalista, de ser incompleto. Paulo escreveu à igreja em Tessalônica: preciso voltar a vocês, para completar a fé. O ônus apostólico é que a fé seja completa; a fé que uma vez foi dada aos santos deve ser retida; mas lembrar-te do que recebeste, porque não achei tuas obras perfeitas. “Pois se não velares, virei sobre ti como ladrão, e não saberás a que hora virei sobre ti”. O Senhor está falando que quando Ele vier encontrará algumas pessoas na cristandade, nessa cristandade específica do protestantismo que estarão em nominalismo, em formalismo, em institucionalismo, em denominacionalismo, incompleto seu depoimento, somente coisas parciais, atomizado (Ação de reduzir a gotículas de dimensões muito pequenas), dividido e assim será achado pelo Senhor em Seu regresso. Alguns serão achados no estado católico romano porque a Tiatira é mencionado a segunda vinda. Alguns serão achados no estado protestante que o Senhor repreende; não a todos; o Senhor diz: tenho alguns poucos que são fiéis; mas o Senhor considera a esses fiéis uma minoria frente ao comum; e quando diz: “as outras coisas que estão para morrer; porque não achei tuas obras perfeitas”, quer dizer que uma obra que não é perfeita e que tem partes mortas, que não estão vivas, que não estão inclusas, isso quer dizer a atomização, que o conselho de Deus está incompleto nos grupos atomizados do protestantismo. E precisamos a plenitude da palavra, a plenitude da comunhão do corpo para que o Senhor possa sentir-se satisfeito, como se diz depois a Filadélfia à qual não repreende. Filadélfia é a superação do protestantismo caído; não só o romanismo caiu, também no protestantismo teve quedas e isso o delata o Senhor aqui.Agora diz, graças a Deus: “4Mas tens umas poucas pessoas em Sardes, que não mancharam suas vestimentas”. O Senhor apesar de que fala tão forte, porque Ele tem que dizer a verdade, Ele reconhece que isso não é com todos; ele reconhece que há uma minoria, há um remanescente que é fiel; e é curiosa, a história da cristandade no protestantismo, a recuperação progressiva da verdade que teve, o que o Senhor disse: “restituirei”, foi através de remanescentes; sempre foram os remanescentes os que fizeram avançar o protestantismo de uma coisa à outra. Lutero trouxe a justificação por fé, não a santificação; foi um remanescente, Wesley e os que estavam com ele, os que avançaram. Depois dentro do mesmo movimento de santidade que tinha na história da igreja, o metodismo, os nazarenos, etc., teve alguns que recuperaram os dons espirituais, a previdência, a profecia, etc., mas não foi todos; foi um remanescente; e ainda dentro do mesmo pentecostalismo, a visão do corpo, o depósito de Deus, o conselho de Deus, é recuperado por remanescentes; e o Senhor fala aqui: “tens umas poucas pessoas em Sardes, que não mancharam suas vestimentas”. Aqui o Senhor está dizendo que os reconhece remanescentes; e o curioso é que esses remanescentes os identifica como verdadeiros isentados que não mancharam suas roupas; ou seja, pessoas regeneradas e santificadas, que é o que quer dizer as vestimentas brancas; são vestimentas brancas em justificação e em santificação; isso foi o que justamente se deu no período protestante, no remanescente. E segue dizendo: “e andarão comigo em vestimentas brancas, porque são dignas”. Aqui nos damos conta de que esta palavra “dignas” que está falando, já não é somente a justificação que é por graça, senão a santificação e a vitória para o galardão. Por isso diz: “porque são dignas”; ou seja, são pessoas que não somente são justificadas, senão que são vencedores, por isso se aplica a palavra “digna”; e segue dizendo: “e andarão comigo em vestimentas brancas, porque são dignas. O que vencer...” Aqui você se dá conta de que da mesma forma que em Tiatira, o Senhor começa a chamar primeiro aos vencedores.

Apelo aos vencedores

Quando você olha a carta a Éfeso, o Senhor chama à igreja primeiro; diz: O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas; e depois menciona aos vencedores. Em Esmirna, primeiro menciona a igreja e depois os vencedores. Em Pérgamo, primeiro menciona a igreja, depois os vencedores; mas em Tiatira, que caiu nas profundezas de Satanás, já não se pode falar da generalidade; agora somente os vencedores primeiro; primeiro menciona aos vencedores; o mesmo aqui no caso de Sardes; o Senhor tem as sete estrelas em sua destra, mas já não pode dizer a Sardes que anda entre os candeeiros como disse ao princípio, porque já não é como ao princípio; morreram certas coisas; então agora, o que é que o Senhor lhe diz? Diz-lhe somente que tem as sete estrelas, que alguns andam em roupas brancas; mas “o que vencer”, é o que diz primeiro; ou seja que o Senhor está apelando aos vencedores, aos que estão vencendo aquilo que Ele repreende do catolicismo e do protestantismo, porque Ele é o sumo sacerdote que tem o dever de manter os candeeiros funcionando, e tinha uma tesourinha que era a espervitadeira para tirar o mau: tenho contra ti isto, aí está a espervitadeira; mas também: tens isto, aí está adicionando azeite. O Senhor está reprovando com a tesourinha e aprovando ou reforçando o que aprova, amém? Então por isso chama primeiro aos vencedores. Hoje em dia, desde a época de Tiatira em diante, o Senhor chama aos vencedores primeiro. Se toda a igreja não chegar ao nível que o Senhor espera, pelo menos os vencedores chegarão ao que o Senhor quer; se não todos são vencedores, que alguns o sejam, ainda que sejam poucas pessoas.“O que vencer será vestido de vestimentas brancas”. Esse é a ênfase no protestantismo, isso é o que se permite aos vencedores, verdadeiramente isentados, crucificados, santificados, vencedores: “será vestido de vestimentas brancas”; e aqui diz algo muito sério, que como lhes disse da vez passada que o mencionamos, requer um estudo longo que pra hoje não dá tempo, mas vamos adiantar um pouquinho.O livro da vidaOutra parte da promessa, e note a quem promete e em que contexto está esta promessa: está no contexto dos vencedores.Vocês sabem que o Senhor tem para os vencedores a recompensa do milênio; receberão faculdade de julgar os que venceram à besta, a sua imagem, que puseram sua vida pelo Senhor; se sentarão com Cristo e reinarão mil anos.O livro da vida - para interpretar e entender bem o livro da vida que vai dizer aqui, temos que tomar todos os versículos que falam do livro da vida. Se você tomar só este versículo do livro da vida, você não vai entender bem; você tem que tomar todos os versículos da Bíblia que falam do livro da vida para entender todos esses versículos. Se você tomar todos, irás entender que há seções no livro da vida; há coisas que estão escritas no livro da vida desde o princípio do mundo e há um momento em que alguns são reescritos no livro da vida. Estes do livro da vida que aparecem em Sardes está no contexto dos vencedores, no contexto do milênio; esse é o contexto do livro da vida; não está falando no contexto geral do livro da vida.Hoje não podemos, por causa do tempo, estudar a fundo com todos os versos, mais pormenorizados a estes versos; o livro da vida é complexo; há que ter todos os versos que falam do livro da vida na Bíblia e então irás entender as seções que tem; o que está escrito ao princípio do mundo, o que se escreve depois, o que se confirma.Então, com esse preâmbulo o Senhor adiciona ao galardão dos vencedores em Sardes: Ser vestidos de vestimentas brancas e não apagarei seu nome do livro da vida; ou seja, que no livro da vida há uma seção onde estão os nomes dos vencedores; nem todos os cristãos são vencedores.Se algum cristão não é vencedor, não estará na seção dos vencedores, no livro da vida. “Não apagarei seu nome do livro da vida, e confessarei seu nome diante de meu Pai, e diante de seus anjos”. Fixem-se em como o Senhor também relaciona o galardão com o problema da igreja. Qual era o problema da igreja? Nominalismo. Tem nome de que era, mas não era; mas quando o Senhor confessa um nome, esse sim é. Nós chamamos ao mau de bom e ao bom de mau. Diz o Senhor em Malaquias que quando Ele vier as pessoas compreenderão quem na verdade serve a Deus e quem não serve. Hoje muitos que não lhe servem aparecem como servidores, e os mais fiéis servidores aparecem como se fossem os piores hereges; foram queimados; a Savonarola, o queimaram; a João Hus, o queimaram; a William Tyndale, o queimaram; a muitos servos do Senhor, os mataram; foram tidos como os piores. Bem aventurados sois, quando tomarem vosso nome como mau, porque vosso galardão é grande nos céus, porque assim fizeram vossos pais com os profetas. Os que estão procurando nomes hoje em dia, esse é um problema do protestantismo, querer aparecer. As vezes tiramos cartões de conselheiros e nos oferecemos a aconselhar a todo mundo; repartimos os cartões sem saber com que demônio vamos encontrar. Não é que o Senhor não nos usa numa situação para uma tarefa, senão que nós nos auto-promovemos; isso é típico do protestantismo; mas o Senhor diz: confessarei seu nome. Quando o Senhor confessa o nome, aí sim é verdade; o Senhor não chama a um gato pelo nome de lebre, o Senhor chama gato ao gato e lebre à lebre. Então o Senhor sabe que no protestantismo há esse problema de nomes, que queremos nomes, aparências, discursos de promoção, e o Senhor diz: assim não é; mas se andas em vestimentas brancas comigo, não apagarei teu nome e confessarei teu nome; não só não o apagarei dessa seção de vencedores que é para o milênio, não o apagarei, senão que o confessarei, confessarei seu nome; e diz aqui: “diante de meu Pai, e adiante de seus anjos”; porque nós, como diz o Senhor Jesus, procuramos glória dos homens. Não diz assim Jesus? Como podeis vocês ser verdadeiros, se procurais glória uns dos outros.O que procura a glória de Deus, esse é fiel e verdadeiro; por isso Paulo dizia aos Gálatas: Se procurasse ainda o favor dos homens, não seria servo de Cristo; ou seja, os verdadeiros querem ser reconhecidos pelo céu ainda que a terra os tenha pelo pior. O importante é isso: diante do Pai que tem sete olhos para vasculhar o mais profundo; que não se engana com as aparências, e adiante de seus anjos que vêem todas as barbaridades que fazemos, assim é. Mas o Senhor diz: “confessarei seu nome diante de meu Pai, e diante de seus anjos”. Todos nós queremos que se fale bem de nós; às vezes os políticos pagam para que digam: Bravo, doutor fulano. Sabemos que isso é pura palha, isso está comprado, isso é nominalismo; mas quando o Senhor fala bem de alguém, como quando Arão e Mirian falaram mal de Moisés, o Senhor falou bem de Moisés; essa opinião de Deus, essa é a verdadeira, não a do homem. Então, isso é o que o Senhor nesta situação de nominalismo, de aparências, de discussões, de rivalidades; nessa condição o Senhor promete aos vencedores que irá confessar seus nomes diante do Pai e diante de Seus anjos; será reconhecido no céu, ainda que na terra, devido a tanto negócio, não tivesse sido reconhecido. “O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas”; ou seja, o Senhor chama aos vencedores primeiro. Agora, essa é a diferença nas três primeiras igrejas; nas quatro últimas apela primeiro aos vencedores, mas depois fala a todas as igrejas; mas fala também: Se algum tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas; ou seja, o Senhor ensina a todas as igrejas tratando de frente com o protestantismo através desta mensagem a Sardes, o qual profetiza essa época da Igreja. Que o Senhor, irmãos, nos ajude para que nos encaminhemos bem e não se achem em nós os males que o Senhor repreende.Na crítica textual só há uma diferença com esta tradução, ali onde diz: “O que vencer”; no original grego diz: “O que assim vencer”; isso é o que diz no grego. Amém, irmãos!