sábado, 16 de fevereiro de 2008

A MENSAGEM À IGREJA EM SARDES

A MENSAGEM À IGREJA EM SARDES

“E escreve ao anjo da igreja em Sardes: O que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas, diz isto: Eu conheço tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto”. Apocalipse 3:1

Uma mensagem profética da Sardes histórica

Vamos ao livro do Apocalipse, que estamos estudando as sextas-feiras com a ajuda do Senhor e hoje chegamos ao capítulo 3, os versículos 1 ao 6 que correspondem à mensagem do Senhor à igreja em Sardes. Fizemos um seguimento de todas estas igrejas anteriores: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira e hoje estamos chegando a Sardes; hoje estaremos vendo algo relativo à igreja em Sardes. Os irmãos sabem, porque a estamos lendo em primeiro lugar, num sentido gramático-histórico, que teve uma igreja histórica no Ásia Menor, o que hoje é Turquia, a península de Anatolia, que se chamou Sardes? Se vocês imaginarem o mapa da península de Anatolia, verá: Éfeso, depois sobe a Esmirna, sobe a Pérgamo, depois vem Tiatira e depois desce um pouco a Sardes, depois baixa a Filadélfia e Laodicéia.Então, agora estamos em Sardes. Sardes foi, pois, uma igreja no Ásia Menor no tempo em que o apóstolo João estava vivo, e esta carta foi enviada pelo Senhor através de João ao anjo da igreja em Sardes; ou seja, que teve uma igreja histórica chamada Sardes; digo teve, porque a cidade de Sardes já não mais existe. Perto de onde estava a cidade, existe uma pequena vila chamada Sarte que vem do mesmo nome de Sardes, mas não é aquela antiga cidade, senão uma população pequena que tomou o nome da cidade antiga; a cidade antiga já não existe. Destas sete cidades somente existem Esmirna e Filadélfia hoje em dia, e são as duas únicas igrejas às quais o Senhor não repreende; as demais não existem hoje.Sardes é uma das que não existem, mas não somente estamos olhando o aspecto geográfico histórico desta condição da igreja em Sardes, senão que como víamos ao princípio do Apocalipse, ao final do Apocalipse se nos diz que o Apocalipse inteiro é uma profecia, portanto, estes capítulos 2 e 3 de Apocalipses são proféticos e não somente históricos; são históricos, mas as condições históricas são usadas pelo Senhor para profetizar porque estas condições históricas estão descritas pelo Senhor dentro de algo que o Senhor mesmo chamou profecia; portanto, há uma profecia; assim que lemos não somente a respeito da igreja histórica antiga de Sardes, onde teve homens tão sobressalentes como Melitão de Sardes, um grande líder da igreja primitiva que o Senhor usou muito e que toda a antigüidade cristã recordava com muito carinho, e dele sobreviveram alguns escritos, senão que estamos vendo através da mensagem à Sardes histórica, uma mensagem profética; de maneira que a condição de Sardes representa este quinto período da história da igreja. Na Bíblia há profecia a respeito de Deus mesmo. Jeová será um, e um o Seu nome; é uma profecia a respeito de Deus; há muitas profecias a respeito de Cristo, há profecias a respeito do Espírito, profecias a respeito de Israel, profecias a respeito das nações, profecias inclusive a respeito dos anjos, profecias a respeito do resto da criação. Como não vai ter profecias a respeito da igreja! Estes capítulos 2 e 3 de Apocalipses são profecia.

Resumo profético-histórico

O Senhor chama de profecia a todo o Apocalipse; de maneira que se olhamos a história da igreja, vemos como se corresponde com períodos históricos que ao comparar esses períodos com a profecia, vemos como concordam e assim o temos estado vendo: Éfeso, relativo à igreja primitiva, imediatamente depois da morte dos últimos apóstolos; estava ainda vivo João; depois veio o período das perseguições com os imperadores romanos, aquelas grandes dez perseguições que terminaram com a de Diocleciano, o que está representado em Esmirna, que quer dizer amargura, prova, perseguições. Terás perseguição por dez dias, diz o Senhor, e justamente teve dez grandes perseguições romanas. Depois veio Constantino e o diabo mudou a tática de ataque contra a igreja; agora já não a atacou com perseguição, senão misturando-a com a política do Estado, misturando o paganismo com o cristianismo, e essa mistura é a que aparece em Pérgamo, pois isso é o que quer dizer Pérgamo: muito misturado, muito casado; então esse período que hoje em dia se chama o período da igreja católica antiga, antes do papado, o período desde Constantino e os seguintes séculos até começar bem forte o papado, esse é o que se chama o período de Pérgamo. Depois já veio a idade média, a época terrível do absolutismo papal, inclusive como alguns historiadores o chamaram: a pornocracia papal, porque teve muitas coisas totalmente escandalosas que se fizeram; dizem que em nome de Deus se fizeram negócios para perdoar pecados; o papa autorizava ao cardeal pelo poder pontifício a ter relações com um moço, por exemplo; eram coisas que aconteciam e eram de conhecimento público, coisas terríveis; foi um período como diz aqui, de Jezabel; esta Jezabel é a grande prostituta. A grande prostituta é Roma. Este período de Tiatira representa precisamente aquela época medieval que durou muito tempo, que representa o romanismo em seu estado pior, como foi manifestado na história do cristianismo; mas o Senhor permitiu que tivesse outra etapa posterior a Tiatira; Deus não deixou que as coisas ficassem nessa situação, senão que providenciou a Reforma protestante para que muitas pessoas saíssem daquela condição babilônica e procurassem ao Senhor. Esse período posterior a Tiatira, posterior ao papismo da idade média, é o período da Reforma e é o período que está representado nesta mensagem a Sardes.

Os Refugiados

A palavra Sardes significa: escapados. Justamente, alguns escaparam de Babilônia, como o Senhor disse: Saí de Babilônia. Babilônia é claramente identificada pelo apóstolo João como Roma. João diz: Babilônia é a cidade que reina sobre os reis da terra (Ap. 17:18); e nesse tempo de João quem reinava era Roma, vestida de púrpura e escarlata; em fim, seu pior estado é Tiatira. Mas teve pessoas que escaparam da condição de Tiatira, saíram do romanismo; e alguns dos que saíram foram fiéis; outros dos que saíram foram infiéis; por isso vamos ver que a mensagem a Sardes é agridoce; tem um pouco de doce por causa dos fiéis, os que não mancharam suas roupas que andarão adiante do Senhor em roupas brancas; mas há outros que são azedos, e nos damos conta de que já em Tiatira, o Senhor diz que Tiatira tinha filhos; Jezabel tinha filhos e também a grande prostituta tem também filhas; ou seja, da mãe que era Roma, nasceram-lhe outras filhas que não são precisamente Roma, que saíram de Roma, mas que não foram fiéis e por isso o Senhor também lhes chama prostitutas; por isso diz de Roma, a mãe das prostitutas. A grande prostituta, a mãe, é Roma; mas há umas que saíram de Roma e não mantiveram sua fidelidade e o Espírito Santo também lhes chama de prostituta. Este aspecto negativo faz que o Espírito Santo por meio de João lhe chame de prostituta e que o mesmo anjo chame de prostitutas a alguns que saíram de Roma, mostra-nos que no protestantismo teve uma parte fiel e uma parte infiel. A parte fiel é o remanescente que o Senhor vai dizer aqui, como vamos ler, que guardaram suas roupas e que estarão com ele em roupas brancas; mas a parte infiel, que não é precisamente Roma, senão que vem depois, que saiu de Roma, que escapou de Roma, que é o que quer dizer Sardes, é a que representa esse protestantismo degradado. Não é porque somos protestantes que vamos dizer que não há nada de mau para se dizer do protestantismo, porque o Senhor fala à igreja com clareza, profetiza-lhe para que a igreja se purifique e se arrependa, porque se não se arrepender, vai seguir sendo isto que o Senhor lhe denuncia, então vai encontrar no tribunal de Cristo, perda, não da salvação, mas do galardão.Vamos, pois, ler nesses dois sentidos: gramático-histórico e profético, e ainda num terceiro, porque esta mensagem, diz o Espírito, é para todas as igrejas; ou seja, que se um pouco disto se dá entre nós, em qualquer parte, o Senhor nos fala com Sua palavra para nos ajudar a sair disso. Lembrar-nos-emos de que essas são palavras diretas do Cristo ressurreto, glorificado, que apareceu a João e falou estas palavras para as igrejas, para nós. Ponhamos, pois, entendimento ao que nos diz o Senhor. Vamos fazer primeiro a leitura de uma só vez; depois lhes mencionou um pontinho de crítica textual que é muito mínimo neste caso de Sardes, e depois voltamos sobre nossos passos para comentar os versos. Antes de comentá-los, façamos a leitura completa para tê-lo mais claro. Já com este preâmbulo sabemos que está falando à igreja histórica antiga de Sardes, ao período da Reforma e seguinte e a todas as igrejas que em qualquer situação se pareçam ao que diz o Senhor aqui. “1Escreve ao anjo da igreja em Sardes: O que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas, diz isto: Eu conheço tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. 2Sê vigilante, e afirma as outras coisas que estão para morrer, porque não achei tuas obras perfeitas adiante de Deus. Lembra-te, pois, do que recebeste, e ouviste; e guarda-o, e arrepende-te. Pois senão vigiares, virei sobre ti como ladrão, e não saberás a que hora virei sobre ti. 4Mas tens umas poucas pessoas em Sardes que não têm machado suas vestimentas, e andarão comigo em vestimentas brancas, porque são dignas. 5O que vencer será vestido de vestimentas brancas, e não apagarei seu nome do livro da vida, e confessarei seu nome adiante de meu Pai, e adiante de seus anjos. 6O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas” ( Ap. 3:1-6). Comecemos pela maneira como o Senhor se apresenta a Sardes. Quando o Senhor se apresentou a cada igreja, Ele se apresentou segundo a necessidade da igreja, segundo a condição da igreja. Você vê que há uma correspondência entre a condição da igreja e o aspecto de si mesmo que o Senhor a mostra, em sua respectiva condição.

Reforma protestante

Sardes é como se fosse um novo começo, porque estivemos vendo que teve uma degradação; a degradação começou em Éfeso que deixou o primeiro amor; já vemos em Esmirna a sinagoga de Satanás, já depois vemos em Pérgamo a doutrina dos nicolaítas; em Éfeso eram obras; já em Pérgamo é doutrina dos nicolaítas, doutrina de Balaão, até chegar a Jezabel e as profundidades de Satanás; e tínhamos visto que essa degradação da igreja estava profetizada, primeiro no sentido gramático-histórico para Israel, mas sabendo que Israel é figura do povo de Deus, que estava profetizado em Joel. Recordam que em Joel vimos o aspecto da degradação; agora vamos ver como o Senhor também diz que sairia dessa degradação pouco a pouco. Vejamos dois versos em Joel. Da vez passada quando vimos a degradação ou a apostasia que tomava parte da cristandade, vimos que estava representado também como em Israel, em Joel 1:4 onde dizia: “O que ficou da lagarta comeu o gafanhoto, e o que ficou do gafanhoto comeu o devorador, e o destruidor comeu o que do devorador tinha ficado.” Ou seja que entrou em inverno essa planta e a vida se foi às raízes, e afora estava fazendo um frio terrível. Graças a Deus que depois do inverno vem a primavera e Deus tinha dito no capítulo 2: “25E vos restituirei os anos que comeu a lagarta, o gafanhoto, o devorador e a destruidor, meu grande exército que enviei contra vocês. 26Comereis até saciar-vos, e louvareis o nome de Jeová vosso Deus, o que fez maravilhas convosco; e nunca jamais será meu povo envergonhado. 27E conhecereis que no meio de Israel estou eu, e que eu sou Jeová vosso Deus, e não há outro; e meu povo nunca jamais será envergonhado”. Satanás fez da cristandade na idade média uma coisa terrível, de tal maneira que se não tivesse sido por alguns homens de Deus como Pedro Valdo, como Pierre de Bruise, como Jerônimo Savonarola, como Henrique de Lausana, como Arnaldo de Brescia, inclusive, como Francisco de Assis, como Bernardo de Claraval, o cristianismo ficaria envergonhado. Os anjos, diz o Senhor, em sua parábola de Mateus 13, diziam: mas, não semeaste boa semente? Como é que tem discórdia? Se o que tu, Senhor Jesus, que és o semeador, semeaste, que é a palavra de Deus, como é que a cristandade chegou a ser o que é, por exemplo, no tempo de Alexandro VI, o papa Borgia e todos esses papas terríveis? O Senhor disse: Eu restituirei. Sai dela (Babilônia) povo meu; bem como em Israel eles se apartaram de Deus e foram parar cativos em Babilônia, mas depois Deus tirou algum remanescente de Babilônia e o trouxe de volta à Jerusalém e restabeleceu a casa e restabeleceu a cidade, assim também no Novo Testamento há uma misteriosa Babilônia, que é Roma, da qual tem que sair o povo do Senhor. Sai dela; há uma saída e essa saída começa precisamente com Sardes.Sardes quer dizer “escapados”; são os primeiros que saem quando começa a Reforma protestante; a justificação pela fé. Aqui é onde se fala das vestimentas brancas, porque justamente, essa é a época da justificação pela fé; teve pessoas fiéis, teve pessoas que realmente foram justificadas pela fé; mas teve nessa época outros, que como o príncipe era luterano e não católico, então o país era luterano; tinha nome de ser cristão, mas não tinha nascido de novo. Todo denominacionalismo começou juntamente com a Reforma; a mesma igreja protestante foi em grande parte denominacional. Na Itália e na América Latina, todos eram católicos; então as pessoas, só de nascer na América Latina onde papai e mamãe, segundo a carne, nasceram já eram considerados católicos. Hoje qualquer um que você perguntar, dirá que é católico porque nasceu num país católico. Se nascesse na Alemanha, era evangélico luterano ainda que nunca tivesse nascido de novo; bastava com ter nascido simplesmente em Inglaterra para ser anglicano, estava nas listas; e, se estivesse trabalhando, o Governo lhe descontava o dízimo do salário para pagar ao clero anglicano. As pessoas têm nome de que vive, mas só nome, não tem vida; só um remanescente, umas poucas pessoas são verdadeiramente regeneradas, verdadeiramente justificadas. Por isso quando o Senhor se apresenta a eles, esse é um novo começo, mas neste novo começo não está a igreja em seu princípio. Um primeiro começo foi em Éfeso e em Éfeso aparecem também as sete estrelas, aparecem os sete candeeiros; já em Sardes sim, aparecem as sete estrelas, mas não os candeeiros; pois ainda a igreja não foi restaurada em sua normalidade. Mal está por começar a restaurar o evangelho, a justificação pela fé, a leitura da Bíblia, mas ainda não a visão clara do corpo de Cristo; por isso em Éfeso diz: “O que tem as sete estrelas em sua destra, o que anda no meio dos sete candeeiros de ouro”. Na igreja primitiva, o Senhor não somente tinha em suas mãos às estrelas da liderança e a obra, mas também movia entre os candeeiros porque as igrejas primitivas, cada uma era um candeeiro. A igreja em Éfeso era um candeeiro, a igreja em Esmirna era um candeeiro, a igreja em Pérgamo era um candeeiro, a igreja em Sardes era um candeeiro, a igreja em Jerusalém era um candeeiro, a igreja em Corinto era um candeeiro. No princípio as igrejas são da cidade; você não vê nomes, não se colocavam nome às igrejas. O Senhor diz: a igreja em Éfeso, a igreja em Esmirna, a igreja em Jerusalém, a igreja em Corinto, ou em Colossos, ou em Filipos; o que tinha nome era a cidade, e o nome que eles tinham era o do Senhor; eles eram cristãos.Assim que o Senhor ao princípio tinha as sete estrelas e andava entre os candeeiros; mas na época da Reforma a eclesiología bíblica foi totalmente distorcida; o papado distorceu a eclesiología da Bíblia; começaram a surgir diferenças entre bispos e presbíteros que para Paulo eram a mesma coisa; Paulo chama aos bispos, presbíteros, anciãos da igreja em Éfeso e lhes diz: o Espírito Santo vos pôs por bispos (atos 20); escreve a Tito como deve ser os anciãos, porque o bispo deve ser assim e assim; Paulo está trocando bispo com presbítero, com ancião; de outra forma, lá pelo século II, III, começa esse processo de clericalismo, onde aparecem os bispos sobre os anciãos, onde os santos já não são sacerdotes, agora os sacerdotes são só os clérigos; depois aparecem arcebispos sobre os bispos, depois aparecem patriarcas nas principais cidades tendo jurisdição além de sua localidade.

Início da Restauração

Quando o apóstolo Paulo nomeia aos anciãos, diz que se estabelecessem anciãos em cada cidade, bem como eu te mandei; a jurisdição dos anciãos, dos bispos, é a cidade; mas lá pela época do romanismo, que ainda estava imaturo, aparecem dioceses episcopais que vão além de sua localidade; aparece um sistema papal; começa a crescer; o esvaziamento que deixou Constantino quando se mudou para Constantinopla, que era Bizâncio, depois mudou o nome para Istambul, deixou um esvaziamento de poder no povo romano que estava acostumado por séculos a um governo mono polar, monolítico; então o bispo de Roma, especialmente Leão Magno, apareceu como a autoridade forte em Roma e começou a se declarar como o sucessor de Pedro, como o vigário de Cristo, e que todos tinham que ir a ele, que ele tinha a última palavra; e isso se foi desenvolvendo até quando se chegou a Bonifácio VIII. Bonifácio VIII escreveu uma bula, Unam Santam, onde tomava uma passagem de Jesus que disse a Pedro: alguém tem uma espada? Aqui há duas espadas, disse-lhe Pedro. Ah! Basta; isso o interpretou Bonifácio VIII dizendo que essas duas espadas eram o poder político e o poder religioso que tinha o papa; olhem a exegese papal dessas passagens; e dizia que se o imperador não era coroado pelo papa não era válido, e o papa dizia que tinha direito a liberar aos súditos do imperador, do governo do imperador. Olhem como cresceu esse monstro, como a eclesiología simples do Novo Testamento começou a enredar-se e a mudar-se; começou o nicolaismo, a conquista do laicado, que é o que quer dizer nicolaismo. Nicao: conquistar, laos: os laicos, o povo; o clericalismo, até chegar a tirar o sacerdócio do povo. Pedro dizia: vocês sois nação santa, real sacerdócio, povo adquirido por Deus (1 Pe.2:5); o mesmo diz Apocalipse: limpou-nos com Seu sangue, fez-nos reino e sacerdotes; mas agora já ninguém era sacerdote, ninguém podia orar diretamente, ninguém podia ler a Bíblia diretamente; agora até queimavam as pessoas com bíblia e tudo; na cristandade até essa loucura sucedeu; teve uma degradação; realmente o verme comeu toda a planta, mas o Senhor disse: “Restituirei”; começou com a Reforma um início de restauração, mas só um início. A eclesiología na época da Reforma ainda não tinha sido restaurada. Por isso, olhem como começa: “O que tem os sete espíritos de Deus, e as sete estrelas”, mas não diz que anda entre os sete candeeiros; isso se o tirou. Por que o Senhor, ainda que tivesse dito uma parte, não disse a outra? Porque ainda que tivesse dito a outra, nesse tempo, as coisas ainda não eram assim; no tempo da Reforma, a eclesiología não tinha sido restaurada; tinha a eclesiología romanista e depois começou a eclesiología dos príncipes, onde Henrique VIII era rei da Inglaterra e cabeça da igreja anglicana. O Senhor não podia dizer que andava entre os candeeiros, porque os candeeiros não tinham sido restaurados ainda; a eclesiología estava baixa, mas o Senhor sim tem seus mensageiros em sua mão; ainda que houvesse coisas que não tinham sido restauradas, algumas começaram a sê-las.

Escolástica da ortodoxia sem vida

Deus usou Lutero, por exemplo, para restaurar a justificação pela fé, a autoridade das Escrituras, o princípio da Reforma: só fé, só graça, só a Escritura; isso começou a ser restaurado. O Senhor começou a fazer: restituirei o que comeu a lagarta, o gafanhoto e o devorador; o primeiro que se restaurou foi a justificação pela fé; por isso aqui neste contexto fala de pessoas com vestimentas brancas; isso não se falou nas outras mensagens, mas aqui se falou porque correspondia precisamente com a mensagem, a tônica do Espírito na época, era a justificação. No entanto, o Senhor fala não somente ao remanescente fiel; Ele fala a todos os que se fazem chamar cristãos.“Conheço tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto”. Isso, ter nome, é o que caracteriza a Sardes, o que caracteriza o protestantismo; todo mundo quer pôr sobre se um nome. A Filadélfia, que supera a condição de Sardes, o Senhor lhe diz: Guardaste meu nome. Mas aqui: tens nome de que vives. O denominacionalismo começou com o protestantismo; aí começaram a aparecer muitos nomes. Em filosofia, o nominalismo, que é uma facção da filosofia, começou com Guillermo de Occam na linha do protestantismo. Qualquer que um que lê a história da Igreja e a história da filosofia vai saber sobre o que estou me referindo, o nominalismo. Que quer dizer isso? Formulismo, formalismo, escolástica de ortodoxia sem vida, institucionalismo; temos um tremendo título, sinos, órgão de tubos, pessoa jurídica, temos de tudo e não há vida. Isso é o que o Senhor está denunciando: as aparências religiosas, o formulismo, o nominalismo, o denominacionalismo, o institucionalismo; tudo isso está embaixo profetizado. Essa é tua condição: conheço tuas obras e isto é: tens nome de que vives, mas estás morto. Não tens a vida do Senhor na verdade; alguns sim, há uma minoria que sim, mas no geral só tem o nome de cristãos; muitas pessoas hoje se chamam cristãs e não são cristãs. Conheci a um pastor que aqui há duas pessoas que o conhecem, o irmão Aniceto Mario Franco, um servo do Senhor em Brasil; e há uma colônia luterana no sul do Brasil, em torno de duas mil famílias; e lhe dizia o pastor luterano, não estou falando contra os luteranos, estou contando um fato para ilustrar; minha idéia não é falar contra ninguém, senão que Deus nos fale para ajudar-nos; dizia este pastor luterano a Aniceto: de todas estas duas mil famílias que vieram da Alemanha a formaram colônias lá no Rio Grande do Sul, e em Santa Catarina, no Sul do Brasil, somente 26 pessoas são nascidas de novo; só 26 são regeneradas; outros, como nasceram em Alemanha e a religião do governo é o luteranismo, então são luteranos; não é que tenham lido a Lutero e estejam de acordo com Lutero; levam o nome, mas não entendem nada. Ontem estávamos analisando uma tese que o filho de nossa irmã Yolanda está fazendo para a universidade do estudo de ciências sociais; e nessa tese estava estudando umas coisas, e eu a estava lendo para poder lhe ajudar a melhorá-la; e justamente ele mencionava algumas coisas neste sentido: o mero nominalismo, a mera aparência. Pode ser um grupo de 10, 12 pessoas, às vezes reunindo-se numa catedral gigantesca; aparece o título, aparece tal, aparece qual, mas quando tu vais à realidade não há Espírito, não há vida; alguns poucos sim. “Tens umas poucas pessoas que andam comigo em vestimentas brancas”. Embranqueceram suas roupas no sangue do Cordeiro; há gente verdadeiramente justificada. No movimento protestante, da Reforma para cá, teve gente que verdadeiramente entendeu, teve gente que verdadeiramente esteve por Cristo, compreendeu a justificação, compreendeu a epístola aos Romanos e foram justificados, caminharam com Deus e foram fiéis; pode-se mencionar a muitos que foram fiéis, mas muitos dos que vieram depois não o foram; no entanto, tinham o nome. Tens nome (aí está, aparência, formulismo, institucionalismo, denominacionalismo) de que vives e estás morto.Há outra coisa que o Senhor discerne; porque esse é o discernimento do Senhor ao qual não lhe enganam as catedrais, os órgãos de tubos; isso não engana ao Senhor; Ele fala como são as coisas, na realidade. Outra coisa que o Senhor diz: “Sê vigilante, e confirma as outras coisas que estão para morrer, porque não achei tuas obras perfeitas adiante de Deus”. O que eles receberam que era de Deus foi-se perdendo e isso sucede na história do protestantismo; o Espírito Santo move um remanescente fiel, e esse remanescente fiel descobre a palavra do Senhor e o Senhor verdadeiramente tira de Babilônia e verdadeiramente restaura com esse remanescente; mas depois vem outra geração que somente eram filhos, tios, sobrinhos, parentes, mas que não têm o Espírito do Senhor, e já à próxima, segunda e terceira geração, somente fica o nome do que foi. Com tudo o que foi Wesley, foi tremendo, mas depois dele, o que é o metodismo, é outra coisa diferente; agora, por exemplo, em Hamburgo, estão casando em templos luxuosos feitos pelo Estado, todo ato bem formal, uma cerimônia muito bonita; casa-se uma teóloga com uma advogada, lesbianas, casadas, em pleno culto, em plena catedral. Estão-se casando lesbianas e são luteranos ou metodistas. Há teólogos que confessam seu ateísmo; há teólogos que se chamam teólogos da morte de Deus; podem-se dizer nomes próprios: Altiser, Hamilton, Paul Vão Buren, Robinson; alguns deles dizem: eu sou episcopal, cristão e ateu. Por que ateu? Porque não acredita em Deus; mas então se não acredita em Deus como é que é cristão? Bom, mas é que Jesus foi um homem que pôde trazer uma boa sociedade, e se as pessoas tiverem mais ou menos a moral de Jesus, pode-se viver em sociedade dessa maneira; ele não está falando do céu, nem de Deus, nem da eternidade, somente do útil que é a moral de Jesus para que a sociedade possa sobreviver; e que é presbiteriano ou episcopal porque pertence a essa denominação.Muitos vivem dos dízimos da denominação e ensinam na contramão da Bíblia no mesmo seminário. Negam o nascimento virginal de Cristo, negam a ressurreição de Cristo, negam a inspiração da Bíblia, negam-lhe umas quantas epístolas ao apóstolo Paulo e vivem da denominação; pregam suas barbaridades e blasfêmias desde o púlpito, com luzes de cores, com órgãos de tubos. Tens nome de que vives, mas estás morto. Por isso o Senhor não fala somente da grande prostituta, senão que a prostituta teve filhas, também infiéis ao Senhor, que têm a semente dos homens e não a semente da palavra de Deus; isso está claramente.

Institucionalismo denominacional

Agora diz aqui: “confirma as outras coisas que estão para morrer”. O avivamento recupera coisas, mas depois os seguintes que vêm, deixam morrer; como dizia o Senhor: as ovelhinhas que vêm detrás, em vez de encontrar águas limpas, encontram águas sujas; em vez de encontrar pastos suculentos, encontram pastos amassados como diz o Senhor em Ezequiel 34; as gerações seguintes não são fiéis ao Senhor. Samuel foi fiel ao Senhor, mas não seus filhos; Davi foi fiel ao Senhor, mas não seus filhos. O Senhor não tem netos, como dizia o irmão David Duplesis; cada filho de Deus tem que receber diretamente ao Senhor, porque as coisas vão se perdendo e isso sucedeu na cristandade. “Sê vigilante, e confirma as outras coisas que estão para morrer”. Já morreram algumas e outras ainda não estão mortas, que quer dizer? Como vai dizer a seguir, que ainda no protestantismo o depósito de Deus está fragmentado e incompleto. Alguns se organizam ao redor de uma experiência, digamos, falam em línguas, então fazemos a igreja pentecostal.Outros dizem: não há que batizar a meninos, senão aos adultos e nós batizamos aos adultos, então fazemos a igreja e lhe pomos um nome, identificamo-nos com nome: Os batistas. Há outros, somente a justificação por fé, a santidade, viver de maneira metódica, então fazemos o metodismo. Não, o governo da igreja não é de bispos, senão de muitos presbíteros, então façamos o presbiterianismo e aí começa esse nominalismo, por nomes, organizar-se ao redor de porções incompletas. O Senhor não deu o dom de línguas para criar uma igreja pentecostal, senão para que toda Sua Igreja saiba que estão vigentes os dons espirituais. O batismo não é para fazer uma igreja de batismos; o batismo é para todo o povo. Tudo o que o Senhor dá a uns e a outros, deve verter-se ao corpo e é para enriquecer a todo o corpo; mas o que acontece quando há essa falta de integridade no conselho, no depósito de Deus? O que diz aqui o Senhor: “Lembrar-te, pois, do que recebeste e ouvido”; lembrar-te, retém o conselho de Deus e “guarda-o, e arrepende-te”. Arrepende de que? De deixar morrer as coisas, de ser parcialista, de ser nominalista, de ser incompleto. Paulo escreveu à igreja em Tessalônica: preciso voltar a vocês, para completar a fé. O ônus apostólico é que a fé seja completa; a fé que uma vez foi dada aos santos deve ser retida; mas lembrar-te do que recebeste, porque não achei tuas obras perfeitas. “Pois se não velares, virei sobre ti como ladrão, e não saberás a que hora virei sobre ti”. O Senhor está falando que quando Ele vier encontrará algumas pessoas na cristandade, nessa cristandade específica do protestantismo que estarão em nominalismo, em formalismo, em institucionalismo, em denominacionalismo, incompleto seu depoimento, somente coisas parciais, atomizado (Ação de reduzir a gotículas de dimensões muito pequenas), dividido e assim será achado pelo Senhor em Seu regresso. Alguns serão achados no estado católico romano porque a Tiatira é mencionado a segunda vinda. Alguns serão achados no estado protestante que o Senhor repreende; não a todos; o Senhor diz: tenho alguns poucos que são fiéis; mas o Senhor considera a esses fiéis uma minoria frente ao comum; e quando diz: “as outras coisas que estão para morrer; porque não achei tuas obras perfeitas”, quer dizer que uma obra que não é perfeita e que tem partes mortas, que não estão vivas, que não estão inclusas, isso quer dizer a atomização, que o conselho de Deus está incompleto nos grupos atomizados do protestantismo. E precisamos a plenitude da palavra, a plenitude da comunhão do corpo para que o Senhor possa sentir-se satisfeito, como se diz depois a Filadélfia à qual não repreende. Filadélfia é a superação do protestantismo caído; não só o romanismo caiu, também no protestantismo teve quedas e isso o delata o Senhor aqui.Agora diz, graças a Deus: “4Mas tens umas poucas pessoas em Sardes, que não mancharam suas vestimentas”. O Senhor apesar de que fala tão forte, porque Ele tem que dizer a verdade, Ele reconhece que isso não é com todos; ele reconhece que há uma minoria, há um remanescente que é fiel; e é curiosa, a história da cristandade no protestantismo, a recuperação progressiva da verdade que teve, o que o Senhor disse: “restituirei”, foi através de remanescentes; sempre foram os remanescentes os que fizeram avançar o protestantismo de uma coisa à outra. Lutero trouxe a justificação por fé, não a santificação; foi um remanescente, Wesley e os que estavam com ele, os que avançaram. Depois dentro do mesmo movimento de santidade que tinha na história da igreja, o metodismo, os nazarenos, etc., teve alguns que recuperaram os dons espirituais, a previdência, a profecia, etc., mas não foi todos; foi um remanescente; e ainda dentro do mesmo pentecostalismo, a visão do corpo, o depósito de Deus, o conselho de Deus, é recuperado por remanescentes; e o Senhor fala aqui: “tens umas poucas pessoas em Sardes, que não mancharam suas vestimentas”. Aqui o Senhor está dizendo que os reconhece remanescentes; e o curioso é que esses remanescentes os identifica como verdadeiros isentados que não mancharam suas roupas; ou seja, pessoas regeneradas e santificadas, que é o que quer dizer as vestimentas brancas; são vestimentas brancas em justificação e em santificação; isso foi o que justamente se deu no período protestante, no remanescente. E segue dizendo: “e andarão comigo em vestimentas brancas, porque são dignas”. Aqui nos damos conta de que esta palavra “dignas” que está falando, já não é somente a justificação que é por graça, senão a santificação e a vitória para o galardão. Por isso diz: “porque são dignas”; ou seja, são pessoas que não somente são justificadas, senão que são vencedores, por isso se aplica a palavra “digna”; e segue dizendo: “e andarão comigo em vestimentas brancas, porque são dignas. O que vencer...” Aqui você se dá conta de que da mesma forma que em Tiatira, o Senhor começa a chamar primeiro aos vencedores.

Apelo aos vencedores

Quando você olha a carta a Éfeso, o Senhor chama à igreja primeiro; diz: O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas; e depois menciona aos vencedores. Em Esmirna, primeiro menciona a igreja e depois os vencedores. Em Pérgamo, primeiro menciona a igreja, depois os vencedores; mas em Tiatira, que caiu nas profundezas de Satanás, já não se pode falar da generalidade; agora somente os vencedores primeiro; primeiro menciona aos vencedores; o mesmo aqui no caso de Sardes; o Senhor tem as sete estrelas em sua destra, mas já não pode dizer a Sardes que anda entre os candeeiros como disse ao princípio, porque já não é como ao princípio; morreram certas coisas; então agora, o que é que o Senhor lhe diz? Diz-lhe somente que tem as sete estrelas, que alguns andam em roupas brancas; mas “o que vencer”, é o que diz primeiro; ou seja que o Senhor está apelando aos vencedores, aos que estão vencendo aquilo que Ele repreende do catolicismo e do protestantismo, porque Ele é o sumo sacerdote que tem o dever de manter os candeeiros funcionando, e tinha uma tesourinha que era a espervitadeira para tirar o mau: tenho contra ti isto, aí está a espervitadeira; mas também: tens isto, aí está adicionando azeite. O Senhor está reprovando com a tesourinha e aprovando ou reforçando o que aprova, amém? Então por isso chama primeiro aos vencedores. Hoje em dia, desde a época de Tiatira em diante, o Senhor chama aos vencedores primeiro. Se toda a igreja não chegar ao nível que o Senhor espera, pelo menos os vencedores chegarão ao que o Senhor quer; se não todos são vencedores, que alguns o sejam, ainda que sejam poucas pessoas.“O que vencer será vestido de vestimentas brancas”. Esse é a ênfase no protestantismo, isso é o que se permite aos vencedores, verdadeiramente isentados, crucificados, santificados, vencedores: “será vestido de vestimentas brancas”; e aqui diz algo muito sério, que como lhes disse da vez passada que o mencionamos, requer um estudo longo que pra hoje não dá tempo, mas vamos adiantar um pouquinho.O livro da vidaOutra parte da promessa, e note a quem promete e em que contexto está esta promessa: está no contexto dos vencedores.Vocês sabem que o Senhor tem para os vencedores a recompensa do milênio; receberão faculdade de julgar os que venceram à besta, a sua imagem, que puseram sua vida pelo Senhor; se sentarão com Cristo e reinarão mil anos.O livro da vida - para interpretar e entender bem o livro da vida que vai dizer aqui, temos que tomar todos os versículos que falam do livro da vida. Se você tomar só este versículo do livro da vida, você não vai entender bem; você tem que tomar todos os versículos da Bíblia que falam do livro da vida para entender todos esses versículos. Se você tomar todos, irás entender que há seções no livro da vida; há coisas que estão escritas no livro da vida desde o princípio do mundo e há um momento em que alguns são reescritos no livro da vida. Estes do livro da vida que aparecem em Sardes está no contexto dos vencedores, no contexto do milênio; esse é o contexto do livro da vida; não está falando no contexto geral do livro da vida.Hoje não podemos, por causa do tempo, estudar a fundo com todos os versos, mais pormenorizados a estes versos; o livro da vida é complexo; há que ter todos os versos que falam do livro da vida na Bíblia e então irás entender as seções que tem; o que está escrito ao princípio do mundo, o que se escreve depois, o que se confirma.Então, com esse preâmbulo o Senhor adiciona ao galardão dos vencedores em Sardes: Ser vestidos de vestimentas brancas e não apagarei seu nome do livro da vida; ou seja, que no livro da vida há uma seção onde estão os nomes dos vencedores; nem todos os cristãos são vencedores.Se algum cristão não é vencedor, não estará na seção dos vencedores, no livro da vida. “Não apagarei seu nome do livro da vida, e confessarei seu nome diante de meu Pai, e diante de seus anjos”. Fixem-se em como o Senhor também relaciona o galardão com o problema da igreja. Qual era o problema da igreja? Nominalismo. Tem nome de que era, mas não era; mas quando o Senhor confessa um nome, esse sim é. Nós chamamos ao mau de bom e ao bom de mau. Diz o Senhor em Malaquias que quando Ele vier as pessoas compreenderão quem na verdade serve a Deus e quem não serve. Hoje muitos que não lhe servem aparecem como servidores, e os mais fiéis servidores aparecem como se fossem os piores hereges; foram queimados; a Savonarola, o queimaram; a João Hus, o queimaram; a William Tyndale, o queimaram; a muitos servos do Senhor, os mataram; foram tidos como os piores. Bem aventurados sois, quando tomarem vosso nome como mau, porque vosso galardão é grande nos céus, porque assim fizeram vossos pais com os profetas. Os que estão procurando nomes hoje em dia, esse é um problema do protestantismo, querer aparecer. As vezes tiramos cartões de conselheiros e nos oferecemos a aconselhar a todo mundo; repartimos os cartões sem saber com que demônio vamos encontrar. Não é que o Senhor não nos usa numa situação para uma tarefa, senão que nós nos auto-promovemos; isso é típico do protestantismo; mas o Senhor diz: confessarei seu nome. Quando o Senhor confessa o nome, aí sim é verdade; o Senhor não chama a um gato pelo nome de lebre, o Senhor chama gato ao gato e lebre à lebre. Então o Senhor sabe que no protestantismo há esse problema de nomes, que queremos nomes, aparências, discursos de promoção, e o Senhor diz: assim não é; mas se andas em vestimentas brancas comigo, não apagarei teu nome e confessarei teu nome; não só não o apagarei dessa seção de vencedores que é para o milênio, não o apagarei, senão que o confessarei, confessarei seu nome; e diz aqui: “diante de meu Pai, e adiante de seus anjos”; porque nós, como diz o Senhor Jesus, procuramos glória dos homens. Não diz assim Jesus? Como podeis vocês ser verdadeiros, se procurais glória uns dos outros.O que procura a glória de Deus, esse é fiel e verdadeiro; por isso Paulo dizia aos Gálatas: Se procurasse ainda o favor dos homens, não seria servo de Cristo; ou seja, os verdadeiros querem ser reconhecidos pelo céu ainda que a terra os tenha pelo pior. O importante é isso: diante do Pai que tem sete olhos para vasculhar o mais profundo; que não se engana com as aparências, e adiante de seus anjos que vêem todas as barbaridades que fazemos, assim é. Mas o Senhor diz: “confessarei seu nome diante de meu Pai, e diante de seus anjos”. Todos nós queremos que se fale bem de nós; às vezes os políticos pagam para que digam: Bravo, doutor fulano. Sabemos que isso é pura palha, isso está comprado, isso é nominalismo; mas quando o Senhor fala bem de alguém, como quando Arão e Mirian falaram mal de Moisés, o Senhor falou bem de Moisés; essa opinião de Deus, essa é a verdadeira, não a do homem. Então, isso é o que o Senhor nesta situação de nominalismo, de aparências, de discussões, de rivalidades; nessa condição o Senhor promete aos vencedores que irá confessar seus nomes diante do Pai e diante de Seus anjos; será reconhecido no céu, ainda que na terra, devido a tanto negócio, não tivesse sido reconhecido. “O que tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas”; ou seja, o Senhor chama aos vencedores primeiro. Agora, essa é a diferença nas três primeiras igrejas; nas quatro últimas apela primeiro aos vencedores, mas depois fala a todas as igrejas; mas fala também: Se algum tem ouvido, ouça o que o Espírito diz às igrejas; ou seja, o Senhor ensina a todas as igrejas tratando de frente com o protestantismo através desta mensagem a Sardes, o qual profetiza essa época da Igreja. Que o Senhor, irmãos, nos ajude para que nos encaminhemos bem e não se achem em nós os males que o Senhor repreende.Na crítica textual só há uma diferença com esta tradução, ali onde diz: “O que vencer”; no original grego diz: “O que assim vencer”; isso é o que diz no grego. Amém, irmãos!

Nenhum comentário: